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Manufatura dos Gabelins, detalhe de O índio caçador, da série Pequenos índios, 1723-1730
Manufatura dos Gabelins, detalhe de O índio caçador, da série Pequenos índios, 1723-1730
Sobre o curso Dentro do panorama da arte colonial e do Barroco latino-americano, a produção artística realizada na Amazônia é ainda um capítulo bem pouco contemplado. O curso pretende oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer esta manifestação, caracterizado por uma forte presença de artistas indígenas, e de técnicas, materiais e experiências de tradição local.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
Aula 1. 11.05
Pluralidade de culturas na arte do Barroco colonial
O debate sobre o estilo mestiço e o estilo jesuítico. A Companhia de Jesus como agente da mundialização: o campo artístico. As artes nas Missões Jesuíticas no Oriente e na América Latina. A contribuição do “outro” na arte do Barroco latino-americano. Artistas europeus, indígenas, negros e mestiços nas oficinas coloniais.

Aula 2. 18.05
Tradições indígenas e o Barroco na Amazônia
Os índios indígenas da Amazônia e as suas tradições artísticas na literatura dos viajantes e dos missionários. O Tesouro descoberto no Máximo Rio Amazonas de João Daniel e a “grande habilidade” dos indígenas. Tintas, técnicas e materiais tradicionais da Amazônia no contexto da produção artística colonial. O retábulo de altar de palha de miriti, e as tintas da terra. As indígenas pintoras de cuias da antiga aldeia de Gurupatuba. Os cachimbos de cerâmica da antiga aldeia dos Tapajó. As técnicas e os objetos indígenas na Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira.

Aula 3. 25.05
Indígenas artífices na Amazônia colonial
Circulação intercontinental de artistas europeus e de modelos consagrados do Barroco: da Europa à Amazônia. Jesuítas artífices na Amazônia. Intercâmbio de tradições artísticas na talha e na imaginária missioneira. O arquiteto luxemburguês Johann Philipp Bettendorff e o indígena escultor natural do Maranhão, Francisco. O escultor tirolês Johann Xavier Traer, chefe da oficina do Colégio de Santo Alexandre e seus “aprendizes” indígenas em Belém.

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Renata Maria de Almeida Martins é doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) - com estágio na Università Degli Studi di Napoli L`Orientale – onde defendeu a tese Tintas da terra, tintas do reino: arquitetura e arte das missões jesuíticas do Grão-Pará, 1653-1759. No primeiro pós-doutorado pela FAU-USP - com estágios na Scuola Normal Superiore di Pisa (SNS), na Pontificia Università Gregoriana (PUG) em Roma, e na Universidad Pablo de Olavide em Sevilha (UPO) - desenvolveu projeto sobre as bibliotecas coloniais, a circulação de livros de emblemas e a decoração dos espaços religiosos na América portuguesa. Em seu segundo pós-doutorado no IFCH-Unicamp realizou projeto sobre as formas de recepção das tradições artísticas ameríndias na arte brasileira durante o período colonial, com pesquisa realizada no Museu de Arqueologia e Etnologia, MAE-USP. Atualmente é responsável pelo Projeto Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), desenvolvido na FAU- USP, e intitulado Barroco cifrado: pluralidade cultural na arte e na arquitetura nas Missões Jesuíticas no território do Estado de São Paulo(1549-1759).
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