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Detalhes das imagens: Paul Gauguin, Pobre pescador, 1896 e Autor desconhecido, Exu, séc. 20
Detalhes das imagens: Paul Gauguin, Pobre pescador, 1896 e Autor desconhecido, Exu, séc. 20
Sobre o curso Curso coordenado por Daniel Jablonski, com conferências de: Ana Maria Maia, Frederico Coelho e Tiago Pinheiro.

O curso tem por objeto a produção artística da segunda metade do século 19 até os dias atuais. Longe da exposição de uma história da arte linear e homogênea, propõe-se aqui abordar os artistas e suas obras à luz de determinado número de questões, de ordem formal, mas também filosófica e social, relevantes a seus contextos. Não se trata, com isso, de retirar à arte sua especificidade no interior da esfera cultural, mas, pelo contrário, de abrir sua história à outras perspectivas e narrativas possíveis. Almeja-se, idealmente, que cada uma das aulas possa funcionar como uma pequena introdução autônoma à história da arte moderna e contemporânea, orientada por uma questão específica, desde sua origem até seus desdobramentos posteriores. Ao final do curso o aluno deverá ser capaz, não apenas de identificar a produção artística nos períodos abordados, como de compreender sua motivação, seus mecanismos históricos, mas também seus impasses diante de questões que seguem em aberto.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
16/08/2017
Aula 1.
Moderno e Modernidade: introdução aos conceitos. Revoluções industriais e sociais: a poesia e a vida na capital do século 19. As exposições universais e o contexto imperialista.

23/08/2017
Aula 2.
Pintar ou mudar a capital: o artista como retratista de seu tempo, como produtor autônomo e agitador político. Os salões oficiais e seus recusados. A experiência da Comuna de Paris.

30/08/2017
Aula 3.
Imagens em massa e imagens da massa: a invenção da fotografia e da pintura ao ar livre. O impressionismo e os subúrbios parisienses. O Salão dos Independentes e a reinvenção da crítica de arte.
Visita na coleção do MASP: Édouard Manet, Claude Monet, Edgar Degas.

06/09/2017
Aula 4.
O interesse pelo “primitivismo” na Europa e na Rússia. O cubismo em movimento entre máscaras africanas e maçãs de Cézanne. A natureza do moderno e seu avesso colonial.

13/09/2017
Aula 5.
Conferência com Tiago Pinheiro.
O interesse pelo “primitivo” no Brasil. A antropofagia de Oswald de Andrade. Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, Maria Martins.

20/09/2017
Aula 6.
Decomposição, construção e abstração: possibilidades da arte antes e depois da 1a Guerra. As escolas europeias da forma, do signo e da boêmia. Pesquisa, engajamento e celebridade.

27/09/2017
Aula 7.
Os readymades de Marcel Duchamp entre Dadaísmo e Surrealismo. Retirada e avanço, nonsense e estratégia. Qualquer coisa na hora certa: depois da pintura, o fim da arte?

04/10/2017
Aula 8.
High e Low, kitsch e vanguarda: o papel da indústria cultural, da crítica de arte e do expressionismo abstrato no contexto norte-americano. Modernismo, liberdade e ideologia.

11/10/2017
Aula 9.
O efeito Duchamp: consumo, reprodução e crise da autoria na Arte Pop. A pintura como imagem de si mesma.
Visita na coleção do MASP: Ana Maria Maiolino e Rubens Gerchman.

18/10/2017
Aula 10.
Conferência com Frederico Coelho
A experiência concreta e neo-concreta no Brasil, entre moderno e contemporâneo.

25/10/2017
Aula 11.
Minimalismo, arte povera, arte processual, arte conceitual: novas vanguardas internacionais reunidas na exposição When Attitudes become form (1969).

01/11/2017
Aula 12.
A fotografia como arte, a arte como fotografia: olhares modernos e contemporâneos sobre o mundo das coisas. Museus imaginários e livros de artista.

8/11/2017
Aula 13.
Conferência com Ana Maria Maia
“Hoje a arte é esse comunicado!”: algumas estratégias dos conceitualistas brasileiros.

15/11/2017
FERIADO

21/11/2017
NÃO HAVERÁ AULA

29/11/2017
Aula 14.
Formas híbridas de arte: happening, performance e instalação. Formas indefinidas de história: anti-moderno, pós-moderno, contemporâneo.

06/12/2017
Aula 15.
A emergência do curador como autor e o fantasma de um novo árbitro do gosto. Instituição, crítica e comunidade. Feminismo nos anos 1970 e retorno à pintura nos anos 1980.

13/12/2017
Aula 16.
Arte por toda parte: o boom das bienais, galerias, feiras e leilões. Obsolescência do novo e as potências do passado: outras estratégias museológicas na construção de narrativas históricas.
Visita na coleção do MASP: Marcelo Cidade

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Daniel Jablonski é artista visual, professor e pesquisador independente. Obteve o título de mestre em Filosofia Contemporânea pela Sorbonne-Panthéon, Paris, e em História e Política do Museu e do Patrimônio / Estudos em Crítica e Curadoria pelo Institut National d’Histoire de l’Art, Paris, e Columbia University, Nova York. É membro da Comissão de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e integra a equipe curatorial da Residência Artística São João, na região serrana do estado do RJ. Seus escritos, incluindo entrevistas, traduções, ensaios e críticas, podem ser encontradas tanto em publicações independentes, em revistas de arte, como Amarello (SP) e Octopus Notes (Paris), de crítica cultura, como Ensaia (RJ), bem como publicações acadêmicas, como Concinnitas (pós-graduação em artes - UERJ) e Poiésis (pós-graduação em Estudos contemporâneos das artes - UFF-Rio).
Conferencistas (clique para mostrar/ocultar)
Ana Maria Maia é pesquisadora, curadora, professora de arte contemporânea e doutoranda em Teoria e Crítica de Arte na Universidade de São Paulo. Foi curadora adjunta do 33º Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013) e curadora do Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2011-2). É autora do livro Arte-veículo: intervenções na mídia de massa brasileira, (Editora Aplicação, 2016), realizado com Bolsa Funarte 2014 de Estímulo à Crítica de Arte, entre outros.
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