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Detalhes das imagens: Rafael, Ressurreição de Cristo, 1499-1502 e Hieronymus Bosch, As tentações de Santo Antão, c. 1500
Detalhes das imagens: Rafael, Ressurreição de Cristo, 1499-1502 e Hieronymus Bosch, As tentações de Santo Antão, c. 1500
Sobre o curso Curso coordenado por Luciano Migliaccio, com conferências de: Renata Maria de Almeida Martins, Ricardo Marques de Azevedo e Simone Florídia.

Os europeus chegaram à América no apogeu do chamado Renascimento. Naquela época, o redescobrimento da cultura greco-romana e a valorização do saber empírico deram um novo e destacado papel ao conhecimento visual e aos artistas, ampliado pela difusão crescente das imagens impressas. O contato com terras, povos e temas desconhecidos no passado provocou também interpretações excêntricas dos modelos em busca de uma linguagem adequada a conteúdos inéditos: o Anti-renascimento. O fantástico, o grotesco, o mágico frequentemente se misturou ao nascente método científico. O curso apresenta estes diversos aspectos da cultura do século 15 e 16 na arte, focando a formação e a crise do modelo clássico e o surgimento de modernas concepções da forma a partir dos desafios postos pela nova realidade global.

Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
14/08/2017
Aula 1. Arte e humanismo
O significado da antiguidade romana na arte e na literatura da Itália do século XV. A retomada do naturalismo antigo. A relação entre a pintura e a palavra. Erasmo de Roterdã e a recepção crítica dos modelos italianos na Europa do Norte.

21/08/2017
Aula 2. A perspectiva: arte e ciência
A relação entre conhecimento científico e experiência visual através da perspectiva e do desenho: de Brunelleschi a Piero della Francesca a Leonardo da Vinci. O studiolo de Federico da Montefeltro em Urbino e os usos da perspectiva na arte italiana do Renascimento.
Visita na coleção do MASP: São Jerônimo Penitente no Deserto, de Andrea Mantegna

28/08/2017
Aula 3. A nova condição social do artista
Os autorretratos como documento das mudanças da posição do artista na sociedade e na hierarquia do saber. As mulheres artistas no Renascimento.
Visita na coleção do MASP: A Virgem Amamentando o Menino e São João Batista Criança em Adoração, de Giampietrino

04/09/2017
Aula 4. A linguagem da escultura no renascimento italiano
Conferência com Simone Florídia
Donatello: a estátua, o relevo, o busto; o sepulcro no Renascimento; Luca Della Robbia e a terracota esmaltada; Antonio Pollaiolo, Andrea del Verrocchio.

11/09/2017
Aula 5. As artes irmãs: diálogos entre pintura e escultura
Leonardo, Michelangelo e a comparação entre as artes no Renascimento.

18/09/2017
Aula 6. Arquitetura e Cidade
Conferência com Ricardo Marques de Azevedo
A representação da arquitetura e o surgimento dos tratados de arquitetura de Alberti a Rafael. O artista, o arquiteto e o príncipe. O palácio e a vila no Renascimento Italiano.

25/09/2017
Aula 7. O retrato
Jan Van Eyck e o surgimento do retrato moderno na pintura flamenga e italiana. Rafael, Ticiano, Francisco de Holanda e as funções políticas do retrato. O retrato feminino.

02/10/2017
Aula 8. Maneirismo
Conferência com Simone Florídia
Michelangelo. O conceito de “maneira” e as biografias de Giorgio Vasari. O maneirismo italiano: Florença (Andrea Del Sarto, Pontormo, Rosso, Salviati); Parma (Correggio e Parmigianino), Veneza (Ticiano, Tintoretto, Veronese).

09/10/2017
Aula 9. A difusão do maneirismo na Europa.
Albrecht Dürer, Mathias Grünewald, Lucas de Leyden: pintura, gravura e novos usos da imagem na Europa do Norte. Italianos e franceses no Castelo de Fontainebleau. Os artistas flamengos e Roma.

16/10/2017
Aula 10. O cômico, o fantástico e o popular de Bosch a Bruegel
Conferência com Simone Florídia.
A representação da loucura e do demoníaco na obra de Bosch. A loucura no mundo nórdico: Sebastian Brant, Erasmo de Roterdã. Épico, cômico e grotesco: Folengo, Pulci, Rabelais. A representação do carnaval e do popular em Bruegel.

23/10/2017
Aula 11. As grotescas, os emblemas, as divisas.
A descoberta da grotesca. Rafael e a reinvenção da grotesca nos aposentos do papa Leão X. Hieróglifos, emblemas e divisas: a arte da memória e o saber oculto.
Visita na coleção do MASP: O Banho de Diana, de François Clouet

30/10/2017
Aula 12. A representação do fantástico e do exótico
O imaginário do Novo Mundo e as imagens fabulosas da tradição antiga e medieval; as primeiras imagens dos indígenas americanos; a representação do Brasil na arte e nas festas na Europa do século XVI. A imagem dos outros.

06/11/2017
Aula 13. Astrologia e magia
A sobrevivência da astrologia grego-romana e dos deuses pagãos. Renascimento científico, Renascimento mágico. As pinturas do palacete de Schifanoia em Ferrara e a tradição astrológica. A representação da bruxaria.

13/11/2017
Aula 14. O Renascimento fora da Europa
Aculturação e mestiçagem. O contexto latino-americano. Os portugueses na Ásia e na África. A arte cristã produzida no Japão. A recepção da arte ocidental na China do século XVI e XVII. Artistas europeus na corte dos Moghul da Índia.

27/11/2017
Aula 15. A imagem científica e os monstros
A criação dos primeiros jardins botânicos; a ilustração zoológica e o maravilhoso; O “Studiolo” de Francisco I em Florença; o Gabinete de Maravilhas do Imperador Rodolfo II em Praga; Giuseppe Arcimboldo entre a ciência e a maravilha.

04/12/2017
Aula 16. O Encontro com as culturas ameríndias e as coleções de objetos naturalísticos e etnográficos
Conferência com Renata Maria de Almeida Martins
Os objetos etnográficos nos gabinetes de maravilhas entre o Renascimento e o Barroco. Arte plumária, códigos pictográficos, objetos ameríndios.

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Luciano Migliaccio é curador adjunto de arte europeia do Museu de Arte São Paulo e professor doutor de História da Arte junto ao Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). É formado em História da Crítica de Arte pela Scuola Normale Superioredi Pisa, Itália. Foi bolsista da Fondazione di Studi di Storiadel'Arte "Roberto Longhi" em Florença, Itália. Recebeu seu doutorado em História da Arte Medieval e Moderna pela Università degli Studi di Pisa em 1990.
Conferencistas (clique para mostrar/ocultar)
Renata Maria de Almeida Martins é doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) - com estágio na Università Degli Studi di Napoli L`Orientale – onde defendeu a tese Tintas da terra, tintas do reino: arquitetura e arte das missões jesuíticas do Grão-Pará, 1653-1759. No primeiro pós-doutorado pela FAU-USP - com estágios na Scuola Normal Superioredi Pisa (SNS), na Pontificia Università Gregoriana (PUG) em Roma, e na Universidad Pablo de Olavide em Sevilha (UPO) - desenvolveu projeto sobre as bibliotecas coloniais, a circulação de livros de emblemas e a decoração dos espaços religiosos na América portuguesa. Em seu segundo pós-doutorado no IFCH-Unicamp realizou projeto sobre as formas de recepção das tradições artísticas ameríndias na arte brasileira durante o período colonial, com pesquisa realizada no Museu de Arqueologia e Etnologia, MAE-USP. Atualmente é responsável pelo Projeto Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), desenvolvido na FAU- USP, e intitulado Barroco cifrado: pluralidade cultural na arte e na arquitetura nas Missões Jesuíticas no território do Estado de São Paulo(1549-1759).

Ricardo Marques de Azevedo é professor titular de História da Arte da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, doutorado em Filosofia (Estética) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), e título de livre-docente em História da Arte pela FAU-USP. É autor de numerosos artigos e ensaios sobre artes, estética, arquitetura e urbanismo e dos livros Metrópole: abstração (Ed. Perspectiva, 2006), Nefelomancias: ensaios sobre as artes dos romantismos (Ed. Perspectiva, 2009) e Antigos modernos: estudos das doutrinas arquitetônicas nos séculos XVII e XVIII (FAU USP, 2010).

Simone Floridia é formado em História da Arte pela Facoltà di Beni Culturali dell’Università Del Friuli (Udine, Itália). Doutor em História da Arte pela Università Cattolica di Milano. Possui experiência na área de gestão e restauro dos bens culturais. Ministra cursos de História da Arte Italiana junto ao Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro de São Paulo.
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