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Victor Meirelles, Moema, 1886, acervo MASP, doação Cia. Schering do Brasil S.A
Victor Meirelles, Moema, 1886, acervo MASP, doação Cia. Schering do Brasil S.A
Sobre o curso O objetivo do curso é a compreensão da arte produzida no Brasil, e sobre esse território, desde suas origens ameríndias, passando pelo florescimento da cultura religiosa no período colonial, o estabelecimento da Academia Imperial de Belas Artes, onde artistas eram treinados nos moldes da arte neoclássica européia e o advento da modernidade, para chegar até os dias de hoje. Serão contempladas as diversas versões de Brasil que emergem da obra dos artistas europeus transplantados para os trópicos ao longos das três primeiras centúrias, as dos viajantes europeus que registraram o país no século XIX, assim como a criação, em pintura, dos mitos nacionais pelos artistas formados pela Academia. O curso também abordará as transformações da chamada Geração AI-5 e os artistas da década de 1980, passando por seus antecedentes na década de 1950 com o embate figuração/abstração e suas consequências diretas encapsuladas pela obra da tríade Lygia Clark, Helio Oiticica e Lygia Pape.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
14/08/2017
Aula 1 - Antecedentes europeus e ameríndios
Apresentação do Curso. O Brasil em 1500. Portugal em 1500. Os dois primeiros séculos de produção artística no Brasil.
Visita na coleção do MASP: Tríptico 'Cristo carregando a cruz, a Crucificação e o Sepultamento', de Jan van Dornicke; Estátua da deusa Higéia, Escultor Helenista; O banho de Diana, de François Clouet; Urnas Funerárias, autoria desconhecida; Exu, Arte Africana; Par de guardiões Chineses, Arte Chinesa (Dinastia Tang); Nossa Senhora dos Prazeres, de Frei Agostinho de Jesus; Nossa Senhora dos Remédios, Artista Cusquenho.

21/08/2017
Aula 2 - Breve interlúdio batavo e a arte do período colonial
O Brasil holandês. Tradição artística nos países baixos. Post e Eckhout. A Igreja como centro social, artístico e cultural da colônia. O barroco costeiro. O barroco mineiro.
Visita na coleção do MASP: Retrato de Jovem com Corrente de Ouro (Autorretrato com Corrente de Ouro) , de Rembrandt van Rijn (e ateliê); O Capitão Andries van Hoorn, de Frans Hals; Paisagem com tamanduá e Paisagem com jiboia, de Frans Post; Diana Adormecida, de Giuseppe Mazzuoli; São Francisco de Paula, de Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa).

28/08/2017
Aula 3 - Artistas viajantes e a chegada da Família Real
Sobre terras e homens distantes. Biopirataria e a fixação visual da paisagem. Retratando modos e modas. A fundação da Academia Imperial de Belas Artes.
Visita na coleção do MASP: Índios atravessando um riacho, de Agostino Brunias; Retrato do Cardeal Luis Maria de Borbon y Vallabriga, de Francisco Goya y Lucientes; Cachoeira de Paulo Afonso, de E.F. Schute; Paisagem nos arredores do Rio de Janeiro, de Henri Nicolas Vinet; Niterói, de Nicolau Facchinetti.

04/09/2017
Aula 4 - Mestres Imperiais
Os produtos da Academia Imperial de Belas Artes. Victor Meirelles. Pedro Américo. Mestres salteados. "As idéias fora do lugar".
Visita na coleção do MASP: A Virgem do véu azul e Cristo abençoador, Jean-Auguste-Dominique Ingres; Moema, Victor Meirelles.

11/09/2017
Aula 5 - O alongado fim do século XIX
A Academia agonizante. Uma busca por novos caminhos.
Visita na coleção do MASP: Uma salva em dia de grande gala na baía do Rio de Janeiro, de João Batista Castagneto; Moça com livro, de José Ferraz de Almeida Junior; A Eterna Primavera, de Auguste Rodin.

18/09/2017
Aula 6 - Modernismos e a modernidade
Olhando para o Brasil. Uma modernidade conservadora. Surrealismos à brasileira. A ressaca do modernismo.
Visita na coleção do MASP: Nu Feminino Deitado, de Flávio de Carvalho; O Lavrador de Café, de Candido Portinari; Fachada com bandeiras, de Alfredo Volpi; Autorretrato, de Victor Brecheret; Interior de Indigentes, de Lasar Segal; O Brasileiro, de Ernesto de Fiori; A Compoteira de Peras, de Fernand Léger.

25/09/2017
Aula 7 - A maneira do popular e uma arte oficial
Artistas populares. O caso Agnaldo Manoel dos Santos. Artistas maneiristas populares. A construção de Brasília, seus muitos ensaios e a definição de uma arte oficial.
Visita na coleção do MASP: Vista de Salvador e Oxosse na sua caçada, de Rafael Borges de Oliveira; Velório da noiva, de Maria Auxiliadora; Composição 12, de Rubem Valentim; Lindo Lindo Lindo, de José Antônio da Silva; Briga de cachorros, de Carybé; Figura com criança, de Agnaldo Manoel dos Santos.

02/10/2017
Aula 8 - A nova figuração e Geração AI-5
Novamente a figura. O Pop brasileiro. Arte política/apolítica. Discursos desarticulados.
Visita na coleção do MASP: Bananas e cordas 3, de Antonio Henrique Amaral; Repressão, de Claudio Tozzi; AR - Cartilha do Superlativo, de Rubens Gerchman.

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Giancarlo Hannud nasceu em São Paulo, Brasil e estudou Belas Artes na Slade School of Fine Art, UCL, em Londres. Ele é mestre pelo Warburg Institute – School of Advanced Study, onde pesquisou as imagens setecentistas do Diabo no novo mundo. Entre 2006 e 2007 foi professor de história da arte na City University, também em Londres. Hannud foi curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 2010 e 2015, onde foi responsável pelas mostras Fato aberto: o desenho no acervo da Pinacoteca do Estado, em 2013, Guillermo Kuitca: filosofia para princesas em 2014 e Roberto Burle Marx: uma vontade de beleza, em 2015. Foi professor de história da arte da Faculdade Santa Marcellina entre 2014 e 2016, e desde 2016 atua como coordenador de pesquisa do Catálogo raisonné parcial de Antonio Bandeira.
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