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David Alfaro Siqueiros,  Presságio (Angélica Arenal de Siqueiros), 1950, Doação, Dom Emílio Ascarraga, 1951, Acervo MASP
David Alfaro Siqueiros, Presságio (Angélica Arenal de Siqueiros), 1950, Doação, Dom Emílio Ascarraga, 1951, Acervo MASP
Sobre o curso O curso pretende refletir sobre a importância de se desestabilizar as narrativas dominantes sobre as construções de mundo. Irá apresentar autoras que discutem como o mundo não é oferecido em todas as suas possibilidades para as mulheres em geral e para as mulheres negras, em particular. Propõe um debate interseccional, de pensar a ausência de mulheres negras como sujeitos cognoscentes.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
Aula 1 - 15.03.
Conceito de "epistemicício"
Apresentação do curso. Abordaremos o conceito de espistemicídio, pensado por Boaventura Santos e trabalhado por Sueli Carneiro, para questionarmos a ausência de certas produções e a imposição de uma visão eurocêntrica, ou como diz o filósofo Derrida, do falo logo centrismo. Faremos o debate da ausência como ideologia e será discutido uma hierarquia colonial na qual pessoas negras ou “marcadas” são colocadas.

Aula 2 - 22.03
“Forasteira de dentro”
A partir do conceito, “forasteira de dentro”, pensado pela intelectual Patricia Hill Collins, que discute o lugar das mulheres negras como um espaço de fronteira por possuírem poder desigual, debateremos sobre esse não lugar das produções negras, ao mesmo tempo que será proposto este lugar como potência.

Aula 3 - 29.03
Descolonização do pensamento
A partir de autoras negras, latinas e de produções do sul do mundo, pensaremos a necessidade de se questionar o motivo pelo qual certas produções são vistas como marginais por um olhar dito universal. Derrida, em Positions, disse “Não estamos lidando com uma ‘coexistência pacífica de palavras’, mas sim com uma hierarquia violenta que determina quem pode falar”. E esse falar não se restringe somente ao ato de emitir palavras, mas se estende a pensar variadas formas de expressão.

Aula 4 - 05.04
Possibilidades de existência
Nesta aula, faremos a exposição de produções de intelectuais e artistas negros e negras e/ou latinas como forma de pensar a partir de outras geografias da razão e perspectivas, mostrando outros lugares de fala.

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Djamila Ribeiro é mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Foi secretária adjunta de Direitos Humanos, em 2016. Escritora, lançou o livro “O que é lugar de fala?”, em 2017 e coordena a coleção “Feminismos Plurais”, da qual seu livro faz parte. Palestrante internacional, fez conferência na sede da ONU, em Nova York, em março e setembro de 2017, em Harvard e Oxford, em abril e maio de 2017, respectivamente. Em outubro de 2017, a convite do governo da Noruega, passou uma semana em Oslo para conhecer as políticas de equidade de gênero do país.
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