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Mario Cravo Neto, Mona Lisa, 1989, Doação Pirelli, 1994, Acervo MASP.
Mario Cravo Neto, Mona Lisa, 1989, Doação Pirelli, 1994, Acervo MASP.
Sobre o curso

O imenso descompasso entre o que sabemos e o que ensinamos sobre a história da África no Brasil, em grande parte, se deve à persistência de uma consciência ocidental inaugurada com o contexto colonial desde o século 15. Nesse curso pretende-se abordar as questões em torno da historiografia, ensino e pesquisa sobre África, e as frequentes implicações de recortes e simplificações normativas atribuídos a este continente que por muito tempo nos legaram análises profundamente estigmatizadas.

Com a Lei 10.639, sancionada em 2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Base, incluindo a obrigatoriedade do ensino da história de África e história Afro-brasileira, os estudos africanos tornaram-se urgentes nos bancos escolares do Brasil, estimulando novas metodologias de ensino que procuram desconstruir as classificações eurocêntricas. Como forma de ampliar as vozes intelectuais de referência, durante o curso serão estudados textos de Elikia M`Bokolo, Fábio Leite, Achille MBembe que sinalizam as formas de pertencimento sobre a história que se deseja contar.

Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
Aula 1 – 10.05
Apresentação do curso. Debates historiográficos: quais são as tendências e perspectivas em torno da história da África? Quais são as escolas de pensamento? Quais são as representações sobre a África? Essas perguntas serão guias para pensar como se idealizou a África sob prismas coloniais e racistas; bem como desloca-la desses parâmetros.

Aula 2 – 17.05
Nesta aula, será desdobrado o debate em torno de qual África é possível se ensinar no Brasil. Para além do conceito África-objeto, é possível pensar a África-sujeito? Esses conceitos formulados por Fábio Leite permitirão pensar a África como protagonista de sua história.

Aula 3 – 24.05
A urgência do estudo sobre as diversas histórias da África no Brasil; as interações históricas e culturais entre África e Brasil impõe uma reflexão sobre as contribuições do continente na cultura universal. Se os estudos sobre África no Brasil revelam que estamos mais próximos dos povos bacongos, iorubas e jejes do que de qualquer rei europeu, qual a responsabilidade e implicações de se abordar ou ignorar esse tema?

Aula 4 – 31.05
Conhecimento marginalizado; como os temas, religiosidade, música e arte, podem ser destacados, identificados e ressignificados a partir de conceitos pós-coloniais, na visão de pensadores contemporâneos de origem africana e brasileira.
Visita na coleção do MASP: Visita a exposição: Acervo em transformação, na pinacoteca do MASP

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Amailton Magno Azevedo, é músico e pós-doutor em história pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos da América e pela Universidade de Coimbra, em Portugal. Atualmente é professor do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História da PUC-SP.

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