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Detalhes das imagens: Gauguin,
Detalhes das imagens: Gauguin, "Pobre pescador", 1896 e Autor desconhecido, "Exu", séc. 20
Sobre o curso O curso tem por objeto a produção artística da segunda metade do século 19 até os dias atuais. Longe da exposição de uma história da arte linear e homogênea, propõe-se aqui abordar os artistas e suas obras à luz de determinado número de questões, de ordem formal, mas também filosófica e social, relevantes a seus contextos. Não se trata, com isso, de retirar à arte sua especificidade no interior da esfera cultural, mas, pelo contrário, de abrir sua história à outras perspectivas e narrativas possíveis. Almeja-se, idealmente, que cada uma das aulas possa funcionar como uma pequena introdução autônoma à história da arte moderna e contemporânea, orientada por uma questão específica, desde sua origem até seus desdobramentos posteriores. Ao final do curso o aluno deverá ser capaz, não apenas de identificar a produção artística nos períodos abordados, como de compreender sua motivação, seus mecanismos históricos, mas também seus impasses diante de questões que seguem em aberto.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
Aula 1 – 13/08
Moderno e Modernidade
Introdução aos conceitos. Revoluções industriais e sociais: a poesia e a vida na capital do século 19. As exposições universais e o contexto imperialista.

Aula 2 – 20/08
Pintar ou mudar a capital
O artista como cronista, produtor autônomo ou agitador político. Os salões oficiais e seus recusados. A experiência da Comuna de Paris.

Aula 3 – 27/08
Imagens em massa e imagens da massa
A invenção da fotografia e da pintura ao ar livre. O impressionismo e os subúrbios parisienses. A autonomia do olhar e a reinvenção da crítica de arte.
Visita na coleção do MASP: Quatro bailarinas em cena, de Edgar Degas e A canoa sobre o Epte, de Claude Monet

Aula 4 – 03/09
O interesse pelo “primitivo” nos salões independentes
O fauvismo entre máscaras africanas e maçãs de Cézanne. A natureza do moderno e seu avesso colonial.

Aula 5 – 10/09
Decomposição, abstração e construção
O Cubismo em movimento nas vanguardas internacionais. Revolução, engajamento e pesquisa. Artistas na sala de aula: Vkhutemas, Bauhaus, De Stjill.

Aula 6 – 17/09
A Antropofagia de Oswald de Andrade e o “primitivo" como antídoto - Conferência com Thiago Gil
Vicente do Rego Monteiro, Cícero Dias, Tarsila do Amaral e Maria Martins.

Aula 7 – 24/09
O readymade entre Dadaísmo e Surrealismo
Retirada e avanço, nonsense e estratégia. Qualquer coisa na hora certa: a pintura como instantâneo fotográfico.

Aula 8 – 01/10
Degeneração, expressão e crítica social na Alemanha
Arte a beira da catástrofe: As escolas da forma, do signo e da boêmia contra o Nazismo.

Aula 9 – 08/10
High e Low, kitsch e vanguarda
O papel da indústria cultural, da crítica de arte e do expressionismo abstrato no contexto norte-americano. Modernismo, liberdade e ideologia.

Aula 10 – 15/10
O efeito Duchamp
Consumo, reprodução e crise da autoria na Arte Pop. A pintura como imagem de si mesma.
Visita na coleção do MASP: Repressão, de Claudio Tozzi e Bananas e cordas 3, de Antonio Henrique Amaral.

Aula 11 – 22/10
Utopia e vontade criadora: perspectivas críticas do projeto moderno brasileiro a partir do pensamento de Mário Pedrosa - Conferência com Michelle Farias Sommer
Disputas críticas e a construção das instituições artísticas nacionais: Museu de Arte Moderna, Bienal.

Aula 12 – 29/10
Minimalismo, arte pòvera, arte processual, arte conceitual
Novas vanguardas internacionais reunidas na exposição When Attitudes become form (1969).

Aula 13 – 05/11
A fotografia como arte, a arte como fotografia
Olhares modernos e contemporâneos sobre o mundo das coisas. Museus imaginários e livros de artista.

Aula 14 – 12/11
Formas híbridas de arte
Happening, performance e instalação. Formas indefinidas de história: anti-moderno, pós-moderno, contemporâneo.

Aula 15 – 26/11
Arte no Brasil sob a ditadura, confrontos e desvios - Conferência com Pollyana Quintella
Algumas estratégias dos artistas conceituais e pop brasileiros. Crítica de arte alternativa e participativa.

Aula 16 – 03/12
A emergência do curador como autor e o fantasma de um novo árbitro do gosto
Instituição, crítica e comunidade. Feminismo nos anos 1970 e retorno à pintura nos anos 1980.

Aula 17 - 10/12
Arte por toda parte
O boom das bienais, galerias, feiras e leilões. Obsolescência do novo e as potências do passado: outras estratégias museológicas na construção de narrativas históricas.
Visita na coleção do MASP: Tempo suspenso de um estado provisório, de Marcelo Cidade.

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Daniel Jablonski é artista visual, professor e pesquisador independente. Obteve o título de mestre em Filosofia Contemporânea pela Sorbonne-Panthéon, Paris, e em História e Política do Museu e do Patrimônio / Estudos em Crítica e Curadoria pelo Institut National d’Histoire de l’Art, Paris, e Columbia University, Nova York. É membro da Comissão de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e integra a equipe curatorial da Residência Artística São João, na região serrana do estado do RJ. Seus escritos, incluindo entrevistas, traduções, ensaios e críticas, podem ser encontradas tanto em publicações independentes, em revistas de arte, como Amarello (SP) e Octopus Notes (Paris), de crítica cultura, como Ensaia (RJ), bem como publicações acadêmicas, como Concinnitas (pós-graduação em artes - UERJ) e Poiésis (pós-graduação em Estudos contemporâneos das artes - UFF-Rio).
Conferencistas (clique para mostrar/ocultar)
Thiago Gil é doutor em História, Crítica e Teoria da Arte pela Universidade de São Paulo (2018), com pesquisa sobre a relação de Oswald de Andrade com as artes visuais, mestre na mesma linha de pesquisa (USP, 2012), com estudo sobre a percepção do movimento surrealista no Brasil. Entre 2011 e 2016, foi colaborador da Enciclopédia de Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural como pesquisador e redator. É autor do livro Uma Brecha para o Surrealismo (Alameda, 2015). Desde 2013, é pesquisador da Fundação Bienal de São Paulo.

Michelle Sommer


Pollyana Quintella é pesquisadora e curadora assistente do Museu de Arte do Rio. Formou-se em História da Arte pela UFRJ e é mestre em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, com pesquisa sobre o crítico Mário Pedrosa. Atuou como pesquisadora na Casa França-Brasil, coeditora da revista USINA e colunista do jornal Agulha. Curou e cocurou exposições em espaços autônomos e institucionais, além de lecionar história da arte brasileira em cursos livres no Rio e em São Paulo.

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