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Delacroix
Delacroix "O verão - Diana surpreendida por Acteão" , 1856 / 1863 e Van Gogh "O escolar (O filho do carteiro - Gamin au Képi)" , 1888
Sobre o curso Este curso pretende apresentar e discutir as manifestações artísticas do mundo ocidental ao longo do século 19, desde a época da Revolução Francesa, a partir da arte de Jacques-Louis David, até o começo da arte moderna. As primeiras aulas serão estruturadas em torno da oposição das ideias de clássico e romântico. Depois, será visto como o Realismo surge como negação tanto do Romantismo quanto do Neoclassicismo, abrindo caminho para o rompimento definitivo com tradição, que virá com o Impressionismo. Por fim, será visto como as obras de artistas como Van Gogh, Toulouse-Lautrec e Cézanne se articulam com a produção do período e abrem caminho para a arte que virá. Também serão tratadas algumas das manifestações ocorridas no Brasil ao longo do século.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
Aula 1 – 14/08
A Arte na época da Revolução
A primeira aula será dedicada ao estudo das implicações políticas e sociais trazidas pela Revolução Francesa, com destaque para a vida e a obra de Eisabéth-Louise Vigée-Le Brun e Jacques-Louis David.

Aula 2 – 21/08
O Romantismo nas obras de Géricault e Delacroix
Na segunda aula, será estudado como a poética desses artistas está relacionada ao movimento romântico na França e aos acontecimentos políticos da época.
Visita na coleção do MASP: As Quatro Estações, de Eugène Delacroix.

Aula 3 – 28/08
Pictórico e Linear
A quarta aula é dedicada ao estudo da pintura de Jean-Auguste Dominique Ingres em contraposição à pintura de Eugène Delacroix.
Visita na coleção do MASP: Angélica acorrentada, de Jean-Auguste-Dominique Ingres.

Aula 4 – 04/09
Espírito romântico
Nesta aula, será visto como o Romantismo se desenvolve na Alemanha e na Inglaterra. Destaque para o movimento Sturm und Drang e a obra dos artistas Henry Fuseli, e William Turner.

Aula 5 – 11/09
A paisagem como subversão
A quinta aula tratará da obra de artistas paisagistas, com destaque para os artistas da “Escola de Barbizon” – como Camille Corot e Jean-François Millet.
Visita na coleção do MASP: Cigana com bandolim, de Jean-Baptiste-Camile Corot

Aula 6 – 18/09
Arte e sociedade industrial
A sexta aula será dedicada a pensar as relações entre arte e sociedade industrial. Destaque para o movimento Arts and Crafts e para as ideias de John Ruskin e William Morris.

Aula 7 – 25/09
Ensino e carreira de mulheres artistas
Nessa aula, será visto como se dava o acesso de mulheres ao sistema de ensino e produção de obras de arte. Destaque para as trajetórias de Rosa Bonheur e Marie Bashkirtseff.

Aula 8 – 02/10
Courbet e Manet
Será visto como as obras de Gustave Courbet e Édouard Manet representam pontos de ruptura e continuidade com a tradição.
Visita na coleção do MASP: O senhor Eugène Pertuiset, caçador de leões, de Edouard Manet.

Aula 9 – 09/10
O Impressionismo como arte dos sentidos
A nona aula tratará o desenvolvimento do Impressionismo a partir das obras de Claude Monet, Pierre Renoir e Berthe Morisot.
Visita na coleção do MASP: A ponte japonesa sobre a lagoa das ninféias em Giverny, de Claude Monet.

Aula 10 – 16/10
Pós-Impressionismo nas obras de Van Gogh e Toulouse-Lautrec
Serão abordadas as obras dos artistas que seguiram o caminho do Impressionismo, como Vincent van Gogh e Toulouse-Lautrec.
Visita na coleção do MASP: Arlesiana, de Vincent Van Gogh, e A Roda, de Henri de Toulouse-Lautrec.

Aula 11 – 23/10
Cézanne como ponto de chegada e de partida
A última aula tratará da obra de Paul Cézanne que representa, ao mesmo tempo, uma continuidade e uma ruptura com a proposta do Impressionismo.
Visita na coleção do MASP: O Grande Pinheiro, de Paul Cèzanne.

Aula 12 – 30/10
Contatos e rupturas entre o Romantismo brasileiro e internacional (Conferência com Martinho Júnior)
A conferência tratará das relações possíveis entre o Romantismo internacional e brasileiro, com destaque para a iconografia da figura feminina em seus vários aspectos.

Aula 13 – 06/11
Tradição e invenção na Academia brasileira (Conferência com Fernanda Pitta)
A aula tratará de apresentar a arte produzida no âmbito da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, procurando questionar as visões homogeneizadoras dessa produção, muitas vezes rotulada de “acadêmica”.

Aula 14 – 13/11
Arthur Timótheo da Costa e o negro da pintura brasileira (Conferência com Renata Bittencourt).
Arthur Timótheo da Costa foi um artista que viveu a passagem do século XIX para o XX. Neste encontro vamos analisar retratos em que sua figura aparece como reflexão para considerações acerca da imagem do negro na arte.

Aula 15 – 27/11
Ares modernos antes do Modernismo (Conferência com Regina Teixeira de Barros).
Nesta conferência serão analisadas obras de artistas brasileiros, como Eliseu Visconti e Navarro da Costa, atuantes no começo do século XX cujas produções abriram terreno para o Modernismo oficializado em 1922.

Conferencistas (clique para mostrar/ocultar)

Fernanda Pitta é historiadora da arte, curadora da Pinacoteca de São Paulo e professora de história da arte moderna e contemporânea na Escola da Cidade - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Doutora em Artes Visuais pela ECA-USP, suas pesquisas têm como foco a arte no Brasil no entre séculos 19-20 em contexto transnacional; atua também no campo da crítica de arte contemporânea.


Martinho Junior é professor de História da Arte e da Cultura do departamento de História da Universidade Federal de Juiz de Fora e da pós-graduação em história da mesma instituição. Doutor em História da Arte pelo instituto de filosofia e ciências humanas da UNICAMP. Pesquisador do CHAA (Centro de História da Arque e Arqueologia – IFHC/Unicamp) e LAHA (Laboratório de História da Arte – UFJF). Autor dos livros Benedito Calixto, 2013. Folha/Itaú Cultura e Regina Silveira: Claraluz e seus espectadores. BlueCom, 2009.


Renata Bittencourt é doutora em história da arte pela UNICAMP e gestora cultural. É Diretora de Processos Museais no Instituto Brasileiro de Museus [Ibram], tendo sido Secretária da Cidadania e da Diversidade do Ministério da Cultura. Foi responsável pelo Departamento de Formação da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, e Gerente responsável pelos projetos nacionais de educação do Itaú Cultural. Foi contemplada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA e pela Fulbright.


Regina Teixeira de Barros curadora independente e doutoranda do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Estética e História da Arte. Foi curadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde realizou diversas exposições, entre as quais Tarsila viajante (Pinacoteca e Malba, Buenos Aires, 2008). Coordenou a equipe de pesquisa e foi membro da Comissão Técnica do Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral. Em 2018 recebeu o Prêmio Maria Eugênia Franco da ABCA (curadoria pela exposição) e o Prêmio de Melhor Exposição Nacional da APCA pela mostra Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 2017.
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