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Barrington Watson, Conversation, 1981, Coleção National Gallery of Jamaica, Kingstone
Barrington Watson, Conversation, 1981, Coleção National Gallery of Jamaica, Kingstone
Bolsa para professores da rede pública
Sobre o curso O curso fará um panorama, ao longo de mais de um século de cinema, da presença do negro como corpo e mente cinematográfica. Por meio de leituras de textos e exibição de trechos de filmes em aula, pretende-se questionar pré-conceitos e desconstruir a noção do negro como objeto do olhar, de forma a fazer uma investigação das imagens criadas por realizadores negros desde o final dos anos 1940 até o presente.

O curso pretende discutir também como o binômio entre superexposição e subexposição, que delimitou historicamente a presença do sujeito negro no cinema brasileiro. Por um lado, a superexposição tornou-se sinônimo de mazelas sociais e de uma ideia genérica de “cultura brasileira”. Por outro, a invisibilização sistêmica de diretoras e diretores quase nunca incluídos na história oficial do cinema brasileiro implicaram em um amplo desconhecimento da existência de outras imagens e produções.


Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
Aula 1 – 4.10.18
Brasil: cinema, modernidade e povo
Que país era esse quando da chegada do cinema aqui em 1896? De que forma ideologias racistas desembocaram no cinema? Nos primeiros esforços de construção de uma indústria nacional cinematográfica, que representações dos negros foram perpetuadas pela Chanchada, pelo cinema da Vera Cruz e, posteriormente, pelo Cinema Novo?
[filme-base: Ganga Zumba (1963)]

Aula 2 – 11.10.18
Diretoras e diretores pioneiros – Parte 1
Uma cartografia crítica dos primeiros negros a dirigirem longas e curtas. Estudo das sinopses e materiais de imprensa dos filmes de Cajado Filho e Haroldo Costa. Investigação das imagens filmadas por Odilon Lopez, Waldir Onofre e Zózimo Bulbul, fundador do Cinema Negro. Aproximações e distanciamentos da geração dos anos 1970 com os nomes do Cinema Novo.
[filmes-base: Alma no Olho (1973) e As aventuras amorosas de um padeiro (1975)]

Aula 3 – 18.10.18
Diretoras e diretores pioneiros – Parte 2
Adélia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem. Investigação da única incursão de Antonio Pitanga na direção e apresentação da obra de Afranio Vital. Diálogo com outras imagens produzidas por diretores brancos nas décadas de 1970 (A rainha diaba) e 1980 (Quilombo, Chico Rei, A menina e o estuprador, Orí).
[filme-base: Na boca do mundo (1978)]

Aula 4 – 19.10.18
Anos 2000: corpos negros, imagens brancas
A centralidade de Madame Satã e Cidade de Deus no início da década de 2000. Uma ideia de “baianidade” em Ó paí, ó. O contraponto com as imagens do cinema de Joel Zito Araújo. O manifesto Dogma Feijoada – Gênese do Cinema Brasileiro e os curtas de Jeferson De. As obras das realizadoras Danddara, Lilian Solá Santiago e Carmen Luz.
[filmes-base: Carolina (2003) e Filhas do Vento (2004)]
Esta aula será realizada no Instituto Tomie Ohtake.

Aula 5 – 25.10.18
Negras vozes
Explosão da produção negra no curta-metragem e a inserção em festivais brasileiros. A chegada de novos realizadores de diversas regiões do Brasil. O trânsito de Temporada por festivais europeus. O filme-evento Café com canela. Quais os desafios do presente e as possibilidades de futuro apontadas pelos filmes?
[filmes-base: BR3 (2018), Deus (2017) e Kbela (2015)].

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Heitor Augusto é crítico de cinema, curador, professor e tradutor. Tem textos publicados em revistas de crítica, catálogos de mostras e coletâneas. Ministra oficinas de crítica e cursos livres de história do cinema, com ênfase em períodos, autores e recortes pouco investigados. Curador da mostra Cinema Negro: capítulos de uma história fragmentada (Festival de Curtas de Belo Horizonte) e um dos curadores do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2018 e 2017). Mantém o site Urso de Lata (www.ursodelata.com), onde exercita uma escrita que explora as intersecções entre raça, estética e política.
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