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Detalhes das imagens: Rafael, <i>Ressurreição de Cristo</i>, 1499-1502 e Hieronymus Bosch, <i>As tentações de Santo Antão</i>, c. 1500
Detalhes das imagens: Rafael, Ressurreição de Cristo, 1499-1502 e Hieronymus Bosch, As tentações de Santo Antão, c. 1500
Sobre o curso Os europeus chegaram à América no apogeu do chamado renascimento. Naquele momento, o redescobrimento da cultura greco-romana e a valorização do saber empírico deram um novo e destacado papel ao conhecimento visual e aos artistas, ampliado pela difusão crescente das imagens impressas. O contato com terras, povos e temas desconhecidos no passado provocou também interpretações excêntricas dos modelos em busca de uma linguagem adequada a conteúdos inéditos: o anti-renascimento. O fantástico, o grotesco, o mágico frequentemente se misturou ao nascente método científico. O curso, coordenado por Luciano Migliaccio e ministrado com convidados, apresenta os diversos aspectos da cultura dos séculos 15 e 16 na arte, focando a formação e a crise do modelo clássico e o surgimento de modernas concepções da forma a partir dos desafios postos pela nova realidade global.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
07/3. Aula 1.
Arte e humanismo
O significado da antiguidade romana na arte e na literatura da Itália do século XV. A retomada do naturalismo antigo. A relação entre a pintura e a palavra. Erasmo de Roterdã e a recepção crítica dos modelos italianos na Europa do Norte.

14/3. Aula 2.
A perspectiva: arte e ciência
A relação entre conhecimento científico e experiência visual através da perspectiva e do desenho: de Brunelleschi a Piero della Francesca a Leonardo da Vinci. O studiolo de Federico da Montefeltro em Urbino e os usos da perspectiva na arte italiana do renascimento.

21/3. Aula 3.
Conferência com Simone Florídia - A linguagem da escultura do renascimento
Donatello: a estátua, o relevo, o busto; o sepulcro no renascimento; Luca Della Robbia e a terracota esmaltada; Antonio Pollaiolo, Andrea del Verrocchio.
Visita na coleção do MASP: Agostino di Duccio (ateliê): Madona com o menino e quatro anjos.

28/3. Aula 4.
A nova condição social do artista
Os autorretratos como documento das mudanças da posição do artista na sociedade e na hierarquia do saber. As mulheres artistas no renascimento. Visita dialogada: Rembrandt Harmenszoon van Rijn (e ateliê): Retrato de jovem com corrente de ouro.

04/4. Aula 5.
Conferência com Ricardo Marques de Azevedo - Arquitetura e Cidade.
A representação da arquitetura e o surgimento dos tratados de arquitetura de Alberti a Rafael. O artista, o arquiteto e o príncipe. O palácio e a vila no renascimento italiano.

11/4. Aula 6.
As artes irmãs: diálogos entre pintura e escultura
Leonardo, Michelangelo e a comparação entre as artes no renascimento.

18/4. Aula 7.
O retrato
Jan Van Eyck e o surgimento do retrato moderno na pintura flamenga e italiana. Rafael, Ticiano, Francisco de Holanda e as funções políticas do retrato. O retrato feminino.
Visita na coleção do MASP: Ticiano: Retrato do cardeal Cristoforo Madruzzo

25/4. Aula 8.
Conferência com Simone Florídia – O Maneirismo
Michelangelo. O conceito de “maneira” e as biografias de Giorgio Vasari. O maneirismo italiano: Florença (Andrea Del Sarto, Pontormo, Rosso, Salviati); Parma (Correggio e Parmigianino), Veneza (Ticiano, Tintoretto, Veronese).
Visita na coleção do MASP: Paolo Caliari dito Il Veronese, (cópia por François Boucher): O poeta abandona o vício pela virtude. Hércules na encruzilhada.

02/5. Aula 9.
As grotescas, os emblemas, as divisas.
A descoberta da grotesca. Rafael e a reinvenção da grotesca nos aposentos do papa Leão X. Hieróglifos, emblemas e divisas: a arte da memória e o saber oculto.

09/5. Aula 10.
Conferência com Andrea Buchidid Loewen - A difusão do maneirismo na Europa
Flamengos, espanhóis, portugueses na Itália. A representação das ruínas. Italianos e franceses no Castelo de Fontainebleau; a corte de Rodolfo II em Praga.
Visita na coleção do MASP: François Clouet: O banho de Diana

16/5. Aula 11.
A representação do fantástico e do exótico
O imaginário do novo mundo e as imagens fabulosas da tradição antiga e medieval; as primeiras imagens dos indígenas americanos; a representação do Brasil na arte e nas festas na Europa do século XVI. A imagem dos outros: os livros de viagens.

23/5. Aula 12.
Conferência com Simone Florídia - O cômico, o fantástico e o popular de Bosch a Bruegel
A representação da loucura e do demoníaco na obra de Bosch. A loucura no mundo nórdico: Sebastian Brant, Erasmo de Roterdã. Épico, cômico e grotesco: Folengo, Pulci, Rabelais. A loucura no mundo ibérico e a novela picaresca. A representação do carnaval e do popular em Bruegel.
Visita na coleção do MASP: Hieronymus Bosch: As tentações de santo Antão.

30/5. Aula 13.
Astrologia e magia
A sobrevivência da astrologia greco-romana e dos deuses pagãos. Renascimento científico, renascimento mágico. As pinturas do palacete de Schifanoia em Ferrara e a tradição astrológica.

06/6. Aula 14
O renascimento fora da Europa
Aculturação e mestiçagem. O renascimento e o contexto japonês. A arte cristã produzida no Japão. A recepção da arte ocidental na China dos séculos XVI e XVII. Artistas europeus na corte dos Moghul da Índia. O contexto latino-americano.

13/6. Aula 15.
Conferência com Renata Maria de Almeida Martins - As coleções de objetos naturalísticos e etnográficos
Os objetos etnográficos nos gabinetes de maravilhas dos príncipes e dos eruditos do renascimento: esculturas africanas e hindus, arte plumária e códigos pictográficos americanos, porcelanas e pinturas chinesas e japonesas. A utilização do exótico na decoração.

20.6 Aula 16.
A imagem científica e os monstros
A criação dos primeiros jardins botânicos; a ilustração zoológica e o maravilhoso; O studiolo de Francisco I em Florença; o Gabinete de Maravilhas do Imperador Rodolfo II em Praga; Giuseppe Arcimboldo entre a ciência e a fantasia.

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Luciano Migliaccio é curador adjunto de arte europeia do Museu de Arte São Paulo e professor doutor de História da Arte junto ao Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). É formado em História da Crítica de Arte pela Scuola Normale Superiore di Pisa, Itália. Foi bolsista da Fondazione di Studi di Storia dell'Arte "Roberto Longhi" em Florença, Itália. Recebeu seu doutorado em História da Arte Medieval e Moderna pela Università degli Studi di Pisa em 1990.
Conferencistas (clique para mostrar/ocultar)
Andrea Buchidid Loewen é professora de História da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Arquiteta e urbanista pela FAU/PUC-Campinas, mestre em Urbanismo pela FAU/PUC-Campinas  e doutora em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pela FAU-USP (2007). Membro do corpo editorial das revistas Albertiana (Société Internationale Leon Battista Alberti) e Humanistica e do Comitê de Direção da Association Internationale Artes Renascentes.  É autora de ensaios sobre a arquitetura do renascimento na Itália e nos países ibéricos e do livro Lux Pulchritudinis: sobre beleza e ornamento em Leon Battista Alberti (São Paulo: Annablume, 2012).

Renata Maria de Almeida Martins é doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) - com estágio na Università Degli Studi di Napoli L`Orientale - defendeu a tese: Tintas da terra, tintas do reino: arquitetura e arte das missões jesuíticas do Grão-Pará, 1653-1759. No primeiro pós-doutorado pela FAU-USP - com períodos na Scuola Normal Superiore di Pisa (SNS), na Pontificia Università Gregoriana (PUG) em Roma, e na Universidad Pablo de Olavide em Sevilha (UPO) - desenvolveu projeto sobre as bibliotecas coloniais, a circulação de livros de emblemas e a decoração dos espaços religiosos na América portuguesa. Em seu segundo pós-doutorado no IFCH-Unicamp realizou projeto sobre as formas de recepção das tradições artísticas ameríndias na arte brasileira durante o período colonial, com pesquisa realizada no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Atualmente é pesquisadora residente na Biblioteca Brasiliana Mindlin (BBM) da USP, com o projeto Amazônia na BBM, e segue desenvolvendo pesquisas no MAE-USP, trabalhando especialmente com a coleção tapajônica.

Ricardo Marques De Azevedo é professor titular de História da Arte da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, doutorado em Filosofia (Estética) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), e título de livre-docente em História da Arte pela FAU-USP. É autor de numerosos artigos e ensaios sobre artes, estética, arquitetura e urbanismo e dos livros Metrópole: abstração (Ed. Perspectiva, 2006), Nefelomancias: ensaios sobre as artes dos romantismos (Perspectiva, 2009) e Antigos modernos: estudos das doutrinas arquitetônicas nos séculos XVII e XVIII (FAU-USP, 2010).

Simone Floridia é formado em História da Arte pela Facoltà di Beni Culturali dell’Università del Friuli (Udine, Itália). Doutor em História da Arte pela Università Cattolica di Milano. Possui experiência na área de gestão e restauro dos bens culturais. Ministra cursos de História da Arte Italiana junto ao Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro de São Paulo.
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