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Detalhes das imagens: Paul Gauguin, <i>Pobre pescador</i>, 1896 e Autor desconhecido, <i>Exu</i>, séc. 20
Detalhes das imagens: Paul Gauguin, Pobre pescador, 1896 e Autor desconhecido, Exu, séc. 20
Sobre o curso O curso enfoca a cultura visual, em particular a produção artística, da segunda metade do século 19 aos dias atuais. A estrutura curricular almeja criticar e desconstruir a grande história hegemônica e linear de matriz norte-americana e eurocêntrica, buscando compreender produções estéticas de outros contextos, e também revisar, à luz do contemporâneo, categorias e conceitos culturais e artísticos propostos na modernidade.

Ao final do curso, o aluno será capaz de identificar e relacionar uma ampla diversidade de práticas artísticas significativas nos períodos abordados; descrever características da arte moderna e contemporânea em seus diferentes contextos sócio-históricos; compreender a arte dentro de um panorama internacional articulado às diferentes possibilidades críticas.

Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
17/08. Aula 1.
Ministrada por Veronica Stigger
Moderno, Modernismo e Modernidade. Baudelaire e a relação com a cidade. Manet, Monet, Renoir, Degas.

24/08. Aula 2.
Ministrada por Veronica Stigger
O interesse pelo “primitivo” na Europa: Gauguin, Picasso. As máscaras e esculturas africanas e pré-colombianas na coleção do MASP.

31/08. Aula 3.
Ministrada por Veronica Stigger
O interesse pelo “primitivo” no Brasil. A antropofagia de Oswald de Andrade. Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, Maria Martins.

07/09. Feriado

14/09. Aula 4.
Conferência com Rodrigo Moura
Aula sobre a produção de Portinari e visita à exposição Portinari popular no MASP.

21/09. Aula 5.
Ministrada por Veronica Stigger
A representação do negro por artistas modernos: O negro Cipião, de Paul Cézanne; A negra, de Tarsila do Amaral; O mestiço e O lavrador de café, de Cândido Portinari; Bananal, de Lasar Segall.

28/09. Aula 6.
Ministrada por Veronica Stigger
Modernidade e o questionamento dos limites da própria arte I. Do fazer ao gesto: Flávio de Carvalho, suas experiências e a relação com as manifestações da vanguarda europeia.

05/10. Aula 7
Ministrada por Veronica Stigger
Modernidade e o questionamento dos limites da própria arte II. Marcel Duchamp e a invenção da arte contemporânea.

12/10. Feriado

19/10. Aula 8
Conferência com Luís Antônio Jorge
O moderno e o popular no Brasil. Exposição A mão do povo brasileiro.
Lina Bo Bardi e o conceito de popular.

26/10. Aula 9
Ministrada por Daniel Jablonski
High e Low: indústria cultural, crítica de arte e expressionismo abstrato no contexto do pós-guerra.

02/11. Feriado

9/11. Aula 10
Ministrada por Daniel Jablonski
O efeito Duchamp: apropriação, reprodução e crise da autoria na Arte Pop. Na coleção do MASP: Nelson Leirner, Wesley Duke Lee, Rubens Gerchman.
Visita na coleção do MASP: Rubens Gerchman: AR - cartilha do superlativo, 1967-72 e Ana Maria Maiolino: O herói,1966-2000

16/11. Aula 11
Ministrada por Daniel Jablonski
Arte povera, minimalismo, arte processual, arte conceitual: novas vanguardas internacionais reunidas na exposição When Attitudes become form (1969), de Harald Szeemann. Na coleção do MASP: Anna Maria Maiolino.

23/11. Aula 12
Ministrada por Daniel Jablonski
A fotografia como arte, a arte como fotografia: olhares modernos e contemporâneos sobre o mundo e sobre a história. Museus imaginários e livros de artista. Na coleção do MASP: coleção Foto Cine Clube Bandeirante, coleção Pirelli.

30/11. Aula 13
Ministrada por Daniel Jablonski
Formas indefinidas de história: moderno, pós-moderno, contemporâneo. Formas híbridas de arte: performance, instalação, arte relacional.

07/12. Aula 14
Conferência com Renato Sztutman
Dos índios nas exposições - do objeto distante ao artista engajado. Uma reflexão de como as artes visuais e performativas estão se apropriando do universo indígena nas últimas décadas. Nesse mesmo movimento, são os índios também que passam a se apropriar de linguagens não-indígenas, como o espaço expositivo e o audiovisual.

14/12. Aula 15
Ministrada por Daniel Jablonski
Arte por toda parte: o boom das bienais, galerias, feiras e leilões. Obsolescência do novo e as potências do passado: cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi e outras estratégias museológicas na construção de narrativas históricas. A emergência do curador como autor e o fantasma de um novo árbitro do gosto.
Visita na coleção do MASP: Marcelo Cidade: Tempo suspenso de um estado provisório, 2011-15 e Rivane Neuenschwander: L.M. (interdito), 2015

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Daniel Jablonski é artista visual, professor e pesquisador independente. Obteve o título de mestre em Filosofia Contemporânea pela Sorbonne-Panthéon, Paris, e em História e Política do Museu e do Patrimônio / Estudos em Crítica e Curadoria pelo Institut National d?Histoire de l?Art, Paris, e Columbia University, Nova York. É membro da Comissão de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e integra a equipe curatorial da Residência Artística São João, na região serrana do estado do RJ. Seus escritos, incluindo entrevistas, traduções, ensaios e críticas, podem ser encontradas tanto em publicações independentes, em revistas de arte, como Amarello (SP) e Octopus Notes (Paris), de crítica cultura, como Ensaia (RJ), bem como publicações acadêmicas, como Concinnitas (pós-graduação em artes - UERJ) e Poiésis (pós-graduação em Estudos contemporâneos das artes - UFF-Rio).

Veronica Stigger é escritora, crítica de arte e professora universitária. Possui doutorado em Teoria e Crítica de Arte pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado pela Università degli Studi di Roma "La Sapienza", pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) e pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. É coordenadora do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema e professora das Pós-Graduações em História da Arte e em Fotografia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e da Especialização em Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz. Entre seus livros publicados, estão Os anões (São Paulo: Cosac Naify, 2010), Delírio de Damasco (Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2012) e Opisanie ?wiata (São Paulo: Cosac Naify: 2013; Prêmio Machado de Assis, Prêmio São Paulo na categoria Autor Estreante, Prêmio Açorianos para Narrativa Longa).
Conferencistas (clique para mostrar/ocultar)
Luís Antônio Jorge é arquiteto e Urbanista, com mestrado e doutorado pela FAU-USP, onde é professor do Departamento de Projeto e pesquisador na área “Projeto, Espaço e Cultura” do Programa de Pós-Graduação. Coordena o grupo de pesquisa “Representação dos lugares na cultura brasileira”, preside a Comissão de Cooperação Internacional da FAU-USP

Renato Sztutman é professor do departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP), mestre (2000) e doutor (2005) em Antropologia Social pela USP, área de etnologia indígena. É pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA) e do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA). Foi um dos fundadores e coeditou, entre 1997 e 2007, a revistaSexta-Feira. Suas áreas de atuação são etnologia e história indígena (com foco no problema das cosmopolíticas ameríndias), teoria antropológica e antropologia & cinema.

Rodrigo Moura é curador, editor e crítico de arte. Atualmente é curador-adjunto de arte brasileira do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP). Entre 2014 e 2015 foi diretor artístico do Instituto Inhotim (Minas Gerais, Brasil), na mesma instituição Moura também trabalhou como curador adjunto (2004-2006), curador (2006-2013) e diretor artístico adjunto (2011-2013). Rodrigo Moura atuou como curador (2004-2006) e curador-adjunto (2001-2003) do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Como curador independente, foi co-curador do 43º Salão Internacional de Artistas da Colômbia (Medellín, 2013) e de artevida (Rio de Janeiro, 2014), com Adriano Pedrosa. Tem escrito extensivamente para jornais, revistas e publicações internacionais de arte e cultura. Entre suas publicações recentes, destacam-se Through: Inhotim 2nd Edition (Instituto Inhotim, 2015) e Marcius Galan: Seção (Cosac Naify, 2016).
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