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<b>Artista Marajoara</b> (ilha Marajó, Brasil)<br>Urna, 400 - 1350 d. C. Cerâmica</br>Coleção MASP Landmann
Artista Marajoara (ilha Marajó, Brasil)
Urna, 400 - 1350 d. C. Cerâmica
Coleção MASP Landmann
Sobre o curso O curso pretende oferecer uma introdução ao estudo das relações entre antropologia e arte. As aulas tratarão de problematizar distintas concepções da imagem, da materialidade e de sua relação com a pessoa, potencialmente irredutíveis às noções ocidentais de arte e do sujeito criador individual.
Tributárias do processo colonial, as trajetórias de inserção das coisas dos outros em museus, coleções e projetos artísticos produzem uma série de equívocos conceituais quando confrontadas com outros pressupostos estéticos e suas respectivas formas expressivas. Como pensar, por exemplo, nos dilemas políticos e estéticos gerados pela introdução de um objeto ritual em um contexto expositivo? Existem critérios estáveis para a separação entre obras de arte, artefatos, objetos rituais e objetos etnográficos?
A invenção de artistas indígenas e suas criações individuais, expostas e comercializadas, é compatível com os critérios locais de produção expressiva? Como refletir, mais ainda, sobre as expectativas ocidentais sobre outros regimes artísticos, supostamente relacionados ao horizonte do mito e do sagrado? Estas são algumas das questões gerais a serem debatidas nas aulas, a partir de comentários a textos e imagens selecionados.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)
08/09. Aula 1.
Museus e coleções
Breve retrospectiva da formação dos museus etnográficos; distinções entre arte e artefato; polêmicas em torno da universalidade da estética e da noção de arte.

15/09. Aula 2.
Etnografia das formas expressivas
Discussão sobre concepções alternativas da imagem e da materialidade em sociedades ameríndias e outras; problematização da noção de sujeito criador individual frente a outras configurações da pessoa e da relação entre humanos e não-humanos.

22/09. Aula 3.
Conexões e comparações
Como comparar, aproximar e conectar coisas e pressupostos estéticos provenientes de distintas matrizes ontológicas? Como refletir sobre projetos artísticos e expositivos que, por estratégias distintas, pretendem lidar com tais questões?

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Pedro de Niemeyer Cesarino é graduado em filosofia pela USP, mestre e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional da UFRJ. Foi professor do Departamento de História da Arte da UNIFESP e atualmente é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP. Publicou diversos artigos e livros, entre os quais Oniska - poética do xamanismo na Amazônia (Editoria Perspectiva, 2011).
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