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Detalhes das imagens: Paul Gauguin, Pobre pescador, 1896 e Autor desconhecido, Exu, séc. 20
Detalhes das imagens: Paul Gauguin, Pobre pescador, 1896 e Autor desconhecido, Exu, séc. 20
Sobre o curso O curso tem por objeto a produção artística da segunda metade do século 19 até os dias atuais. Longe da exposição de uma história da arte linear e homogênea, propõe-se aqui abordar os artistas e suas obras à luz de determinado número de questões, de ordem formal, mas também filosófica e social, relevantes a seus contextos. Não se trata, com isso, de retirar à arte sua especificidade no interior da esfera cultural, mas, pelo contrário, de abrir sua história à outras perspectivas e narrativas possíveis. Almeja-se, idealmente, que cada uma das aulas possa funcionar como uma pequena introdução autônoma à história da arte moderna e contemporânea, orientada por uma questão específica, desde sua origem até seus desdobramentos posteriores. Ao final do curso o aluno deverá ser capaz, não apenas de identificar a produção artística nos períodos abordados, como de compreender sua motivação, seus mecanismos históricos, mas também seus impasses diante de questões que seguem em aberto.
Planos de aulas (clique para mostrar/ocultar)

08/03. Aula 1
Moderno, Modernismo e Modernidade: introdução aos conceitos. Revoluções industriais e sociais: a poesia e a vida na metrópole cinzenta. As exposições universais e o contexto imperialista.

15/03. Aula cancelada

22/03. Aula 2
Pintar, mudar ou deixar a capital. Os salões oficiais e independentes. O artista como retratista de seu tempo, como produtor autônomo e agitador político. A experiência da Comuna de Paris.
Visita na coleção do MASP: Coubert e Manet

29/03. Aula 3
Imagens em massa e imagens da massa: o surgimento da fotografia e do cinema. O impressionismo e seu depois. A reinvenção da crítica de arte: Baudelaire e Zola.

05/04. Aula 4
Conferência com Verônica Stigger
O interesse pelo “primitivo” no Brasil. A antropofagia de Oswald de Andrade.Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, Maria Martins.

12/04. Aula 5
O interesse pelo “primitivismo” na Europa e na Rússia. O cubismo e o Suprematismo entre máscaras africanas e maçãs de Cézanne.
Visita na coleção do MASP: Cézanne

19/04. Aula 6
Um passo a frente nas vanguardas internacionais: Surrealismo, Bauhaus, Construtivismo, Dadaísmo em seus contextos artísticos e políticos. A Primeira Guerra Mundial, a revolução de 1917 e a iminência do fim da cultura.

26/04. Aula 7
Qualquer coisa na hora certa: os readymades de Marcel Duchamp entre o moderno e o contemporâneo. O fim da pintura, o fim da arte?

03/05. Aula 8
Conferência com Sérgio Martins
A experiência concreta e neo-concreta no Brasil.

10/05. Aula 9
High e Low: indústria cultural, crítica de arte e expressionismo abstrato no contexto do pós-guerra.

17/05. Aula 10
O efeito Duchamp: apropriação, reprodução e crise da autoria na Arte Pop.
Visita na coleção do MASP: Ana Maria Maiolino e Rubens Gerchman

24/05. Aula 11
Arte povera, minimalismo, arte processual, arte conceitual: novas vanguardas internacionais reunidas na exposição When Attitudes become form (1969) de Harald Szeemann.

31/05. Aula 12
Conferência com Ana Maria Maia
Arte, informação e instituição na arte contemporânea brasileira.

07/06. Aula 13
A fotografia como arte, a arte como fotografia: olhares modernos e contemporâneos sobre o mundo e sobre o tempo. Museus imaginários e livros de artista.

14/06. Aula 14
Formas indefinidas de história: anti-moderno, pós-moderno, contemporâneo. Formas híbridas de arte: happening, performance e instalação.

21/06. Aula 15
A emergência do curador como autor e o fantasma de um novo árbitro do gosto. Feminismo nos anos 1970 e retorno à pintura nos anos 1980. Arte por toda parte: o boom das bienais, galerias, feiras e leilões.

28/06. Aula 16
Conferência com Renato Sztutman
Dos índios nas exposições - do objeto distante ao artista engajado. Uma reflexão de como as artes visuais e performativas estão se apropriando do universo indígena nas últimas décadas. Nesse mesmo movimento, são os índios também que passam a se apropriar de linguagens não-indígenas, como o espaço expositivo e o audiovisual.

05/07. Aula 17
Perspectivas neoliberais e pós-coloniais na arte contemporânea. Obsolescência do novo e as potências do passado: o retorno dos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi e outras estratégias museológicas na construção de narrativas históricas.
Visita na coleção do MASP: Marcelo Cidade

Coordenação (clique para mostrar/ocultar)
Daniel Jablonski é artista visual, professor e pesquisador independente. Obteve o título de mestre em Filosofia Contemporânea pela Sorbonne-Panthéon, Paris, e em História e Política do Museu e do Patrimônio / Estudos em Crítica e Curadoria pelo Institut National d’Histoire de l’Art, Paris, e Columbia University, Nova York. É membro da Comissão de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e integra a equipe curatorial da Residência Artística São João, na região serrana do estado do RJ. Seus escritos, incluindo entrevistas, traduções, ensaios e críticas, podem ser encontradas tanto em publicações independentes, em revistas de arte, como Amarello (SP) e Octopus Notes (Paris), de crítica cultura, como Ensaia (RJ), bem como publicações acadêmicas, como Concinnitas (pós-graduação em artes - UERJ) e Poiésis (pós-graduação em Estudos contemporâneos das artes - UFF-Rio).

Conferencistas (clique para mostrar/ocultar)
Ana Maria Maia é pesquisadora, curadora, professora de arte contemporânea e doutoranda em Teoria e Crítica de Arte na Universidade de São Paulo. Foi curadora adjunta do 33º Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013) e curadora do Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2011-2). É autora do livro Arte-veículo: intervenções na mídia de massa brasileira, (Editora Aplicação, 2016), realizado com Bolsa Funarte 2014 de Estímulo à Crítica de Arte, entre outros.

Renato Sztutman é professor do departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP), mestre (2000) e doutor (2005) em Antropologia Social pela USP, área de etnologia indígena. É pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA) e do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA). Foi um dos fundadores e coeditou, entre 1997 e 2007, a revistaSexta-Feira. Suas áreas de atuação são etnologia e história indígena (com foco no problema das cosmopolíticas ameríndias), teoria antropológica e antropologia & cinema.

Sérgio Bruno Martins é professor do departamento de História da PUC-Rio e autor de Constructing an Avant-Garde: Art in Brazil, 1949-1979 (MIT Press, 2013). Tem ensaios e artigos publicados em diversas revistas e periódicos como October, Artforum, Novos Estudos, Third Text eZum, bem como em catálogos como Cildo Meireles (Reina Sofia e Serralves, 2013), Alexander Calder: Performing Sculpture(Tate, 2015) e Hélio Oiticica: To Organize Delirium (Whitney, Carnegie e Art Institute of Chicago, 2016). É autor de um ensaio sobre Anna Maria Maiolino a ser publicado no catálogo de sua retrospectiva no MoCA de Los Angeles (2017).

Veronica Stigger é escritora, crítica de arte e professora universitária. Possui doutorado em Teoria e Crítica de Arte pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado pela Università degli Studi di Roma \\\\\\\"La Sapienza\\\\\\\", pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) e pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. É coordenadora do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema e professora das Pós-Graduações em História da Arte e em Fotografia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e da Especialização em Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz. Entre seus livros publicados, estão Os anões (São Paulo: Cosac Naify, 2010), Delírio de Damasco(Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2012) e Opisanie ?wiata (São Paulo: Cosac Naify: 2013; Prêmio Machado de Assis, Prêmio São Paulo na categoria Autor Estreante, Prêmio Açorianos para Narrativa Longa).

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