Bem-vindo, Visitante
Pietro Perugino e ateliê Città dela Pieve, Itália, 1446 – Fontignano, Itália, 1524, São Sebastião na coluna, 1500-­10, doação Cia. Antarctica Paulista S.A., 1947
Pietro Perugino e ateliê Città dela Pieve, Itália, 1446 – Fontignano, Itália, 1524, São Sebastião na coluna, 1500-­10, doação Cia. Antarctica Paulista S.A., 1947
Sobre o seminário MASP Seminars

Histórias da sexualidade


[Histories of Sexuality]

26 e 27 de maio [May 26 and 27]

9h-17h30 [9 a.m. to 5:30 p.m.]

Este seminário dá continuidade a uma primeira discussão ocorrida em setembro de 2016 (http://masp.art.br/masp2010/mediacaoeprogramaspublicos_historias-da-sexualidade.php) e é parte de um projeto que inclui uma exposição a ser inaugurada em outubro de 2017.

O Brasil tem sido lugar de intensos debates sobre temas relacionados à identidade de gênero, educação sexual e violência contra as mulheres. Embora haja uma forte presença de mulheres artistas no cânone histórico da arte brasileira e uma produção artística significativa que aborda questões de sexualidade, os debates sobre gênero, feminismo e sexualidade, seja na crítica de arte, seja na academia, permanecem ainda bastante incipientes. Nesse contexto, o seminário pretende não apenas tratar de tópicos que têm sido mais predominantes nos debates internacionais, mas também gerar novas reflexões e estimular as discussões que formarão o projeto de Histórias da sexualidade.

Apesar de coincidir com o título da obra de Michel Foucault (1926–1984), História da sexualidade (1976), o título do projeto do MASP é plural e está relacionado a um longo programa do museu em relação à abordagem de diversas histórias: abertas, plurais, inacabadas e não totalizantes, abrangendo não só relatos históricos de caráter político, econômico e social, mas também narrativas pessoais e fictícias.

Nesta edição, a discussão do seminário de dois dias abrangerá temas como direitos humanos, dissidências sexuais, feminismos, ativismo, prostituição, psicanálise, erotismo e teoria queer, todos em conexão com a cultura visual e a prática artística.

[This seminar continues a first discussion that took place in September 2016 (http://masp.art.br/masp2010/mediacaoeprogramaspublicos_historias-da-sexualidade.php) and is component of a project which also includes an exhibition opening in October 2017.

Brazil has been witness to intense debates on issues related to gender identity, sexual education and violence against women. Although there is a strong presence of women artists in the Brazilian art historical canon and a significant art production that addresses issues of sexuality, the debate around gender, feminism and sexuality, either in art criticism or academia, remains quite incipient here. In this context, the seminar wishes not only to address topics that have been more prevalent in international debates, but also to engender new reflections, fueling the discussions that will shape the project around Histories of sexuality in the coming years.

Despite the coincidence with the title of Michel Foucault’s History of sexuality (1976), MASP’s project has a plural title – Histories of sexuality – and is linked to a larger program of the museum around different histórias [histories]. The notion of histórias in Portuguese – unlike the English history – is open, plural, unfinished and non-totalizing, encompassing not only historical reports of a political, economic and social character, but also personal and fictional narratives.

In this edition, the two-day discussion seminar encompasses themes such as human rights, sexual dissidences, feminisms, activism, prostitution, psychoanalysis, eroticism and queer theory, all in connection to visual culture and artistic practice.]

Coordenação: Adriano Pedrosa, André Mesquita, Luiza Proença e Pablo León de la Barra.

Programa [Program]
Sexta, 26 de maio [Friday, May 26]

9h-10h [9 a.m. to 10 a.m.]

Credenciamento e inscrições [Sign-up and registration]

10h-10h30 [10 a.m. to 10:30 a.m.]

Introdução [Introduction]

CAMILA BECHELANY, LILIA MORITZ SCHWARCZ E [AND] PABLO LEÓN DE LA BARRA

Programa [Program]

10h30-12h30 [10:30 a.m. to 12:30 p.m.]

10h30-12h30 [10:30 a.m. to 12:30 p.m.]
(mediação Tomás Toledo)
[(mediated by Tomás Toledo)]


IVO MESQUITA

Quatro exposições

[Four Exhibitions]

Quatro exposições traz um breve histórico de mostras realizadas em São Paulo: O desejo na Academia (Pinacoteca do Estado, 1991-92), Outros territórios, travessias pela sexualidade (MIS/Paço das Artes, 1994), Das Américas: corpo e espaço (MASP, 1995) e Alair Gomes, fotógrafo (MIS, 1999). Essas exposições colocaram em movimento, entre outras, questões de identidade e sexualidade, o debate culturalista na arte e os estudos interdisciplinares. A apresentação fará uma análise da recepção e percepção que obtiveram na época, confrontando-as com os temas e as qualidades do debate contemporâneo.

[Four Exhibitions presents a brief history of shows held in São Paulo: O desejo na Academia (Desire in the Academy, Pinacoteca do Estado, 1991–92), Outros territórios, travessias pela sexualidade (Other Territories, Crossings through Sexuality, MIS/Paço das Artes, 1994), Das Américas: corpo e espaço (From the Americas: Body and Space, MASP, 1995) and Alair Gomes, fotógrafo (Alair Gomes, Photographer, MIS, 1999). These exhibitions stirred debate on topics of identity and sexuality, the culturalist debate in art, and interdisciplinary studies. This presentation will make an analysis of the reception and perception that prevailed at that time, comparing and contrasting them with the themes and qualities of the contemporary debate.]

XABIER ARAKISTAIN

Estratégias feministas e manobras antifeministas nas instituições de arte contemporânea na Espanha – alguns casos paradigmáticos

[Feminist Strategies and Antifeminist Maneuvers in the Institutions of Contemporary Art in Spain – Some Paradigmatic Cases]

O plano realizado entre 2008 e 2011 no Centro Cultural Montehermoso Kulturunea na cidade de Vitoria-Gasteiz, País Basco, demonstrou que não só é possível colocar as mulheres em paridade nos centros de arte e pensamento contemporâneos, assim como fazê-lo melhora qualitativamente o programa dessas instituições. O programa de Montehermoso reteve as principais contribuições críticas que o feminismo tem feito no campo da arte contemporânea e se aliou com as lutas feministas que denunciam a exclusão das mulheres nas instituições artísticas. Passados seis anos do término do projeto, podemos constatar que, se por um lado se ampliou, ao público, a necessidade de tomar medidas a respeito dessa questão, por outro, houve uma reação articulada pelas instituições de arte patriarcais. Primeiro foram ignoradas as abordagens e os avanços, depois se orquestraram eventos aparentemente de acordo com objetivos feministas. Eventos que acabaram sendo remodelados como uma resposta a estratégias como “tokenismo” ou a um interessante sinônimo entre queer e feminismo.

[The plan carried out between 2008 and 2011 at Centro Cultural Montehermoso Kulturunea in the city of Vitoria-Gasteiz, Basque Country, demonstrated that it is not only possible to place the women on an equal status in the contemporary art system and thought, but that this will also qualitatively improve the program of those institutions. The program at Montehermoso retained the main critical contributions made by feminism in the field of contemporary art, and aligned itself with the feminist struggles that denounced the exclusion of women in art institutions. Six years after the end of the project, we can see that while on the one hand there was an increased need for the public to take measures in respect to this issue, on the other, there was a reaction articulated by the patriarchal art institutions. First, the approaches and advances were ignored, later, events were orchestrated apparently in accordance with feminist goals. These events wound up being remodeled as a response to strategies like “tokenism” or to an interesting synonymy between queer and feminism.]

14h-16h [2 p.m. to 4 p.m.]

14h-16h [2 p.m. to 4 p.m.}
(mediação Camila Bechelany)
[(mediated by Camila Bechelany)]


FRANCESCO VENTRELLA


Relações abstratas e opacidades queer

[Abstract Relations and Queer Opacities]

Desde o final do século 19, a arte figurativa e o retrato ocuparam uma posição central através da qual as subjetividades queer tiveram representação. No entanto, embora essas imagens tenham sido usadas como meio de identificação com papéis históricos positivos para as comunidades LGBTQ+, elas também contribuíram para a fixação de uma iconografia do corpo queer continuamente enquadrada e normalizada pelos discursos institucionais da história da arte e pelo museu. A apresentação discutirá um uso tático da abstração que resiste à identificação e evita o binarismo de gênero. A abstração tem trabalhado como um gênero produtivo para que artistas e críticos de arte desafiem a reprodução e normalização do corpo queer. Pelo exame das tensões entre a representação e a personificação, inerentes à estética abstrata, se refletirá sobre a capacidade da abstração de promover relações queer na era do "casamento gay".

[Since the late 19th century, figurative art and portraiture have occupied a central position through which queer subjectivities have entered representation. Yet, while these images have been used as means of identification with positive historical roles for the LGBTQ+ communities, they also have contributed to the fixing of an iconography of the queer body that is continually framed and normalized by the institutional discourses of art history and the museum. This presentation will discuss a tactical use of abstraction that resists gender identification and evades the gender binary. Abstraction has worked as a productive genre for artists and art writers to challenge the reproduction and normalization of the queer body. By examining the tensions between representation and embodiment, inherent in abstract aesthetics, I would like to think about abstraction’s capacity to foster queer relations in the age of “gay marriage.”]

RICHARD MISKOLCI

Desejos digitais: uma análise sociológica da busca de parceiros online

[Digital Desires: A Sociological Analysis of the Search for Partners Online]

A busca de parceiros amorosos e sexuais mudou consideravelmente a partir do advento da Internet comercial em meados da década de 1990. Tal inflexão teve maior impacto para segmentos como o de homens homossexuais. Desejos digitais sintetiza quase dez anos de pesquisas sobre os usos de bate-papos, sites de busca de parceiros e aplicativos. O objetivo é inserir essa história recente em outra mais ampla, que envolve as restrições sociais à expressão pública do desejo homossexual desde o final da Segunda Guerra Mundial.

[The search for amorous and sexual partners changed considerably with the advent of commercial Internet in the mid-1990s. This turning point had a greater impact for segments like that of homosexual men. Digital Desires summarizes nearly ten years of research into the use of online chat and partner-search sites and applications. The goal is to situate this recent history into a broader historical context that involves the social restrictions to the public expression of homosexual desire since the end of World War II.]

JULIA BRYAN-WILSON

O que é arte? Prostituição…


[What is Art? Prostitution…]

Esta apresentação revisitará teorias acerca da sobreposição e disjunção entre arte e trabalho nos anos 1970 para pensar como e por que as categorias de “trabalhador da arte” e “profissional do sexo” emergiram quase ao mesmo tempo. Julia Bryan-Wilson investiga uma variedade de práticas artísticas feministas que assumiram a prostituição como metáfora e método para discutir alianças e fraturas de classe.

[In this talk, Julia Bryan-Wilson revisits theories about the overlap, and disjunction, between art and labor in the 1970s to think through how and why the categories of “art worker” and “sex worker” emerged at roughly the same time. She investigates a variety of feminist artistic practices that take up prostitution as both metaphor and method to discuss cross-class allegiances and fractures.]

16h30-17h30 [4:30 p.m. to 5:30 p.m.]


16h30-17h30 [4:30 p.m. to 5:30 p.m.]

Conferência (mediação Lilia Moritz Schwarcz)
[Conference (mediated by Lilia Moritz Schwarcz)]


Conferência

[Conference]

JEAN WYLLYS

Homofobia (e outras fobias à dissidência sexual): uma questão de direitos humanos

[Homophobia (and other phobias to the sexual dissent): a human rights issue]

Mais que abordar a conformação das subjetividades dos indivíduos que compõem a hoje chamada “comunidade LGBT” numa cultura heterossexista e mostrar – com base na filosofia da linguagem, na linguística e na psicanálise – a centralidade da injúria homofóbica e da representação estereotipada e negativa de gays, lésbicas, travestis e transgêneros em meios de comunicação na constituição desses sujeitos, esta apresentação abordará os fundamentos histórico-culturais do que chamamos de homofobia (ou homolesbotransfobia) e as suas diferentes expressões na cultura e na política. Ela apresentará também quais as estratégias e os eixos da luta política (com ênfase na dimensão legislativa) dessa comunidade por direitos no Brasil e no mundo.

[This presentation will deal with the structure of the subjectivities of the individuals who compose what is nowadays called the “LGBT community” in a heterosexist culture and will describe – based on the philosophy of language, on linguistics and on psychoanalysis – the central role played by homophobic invective coupled with the stereotypical and negative representation of gays, lesbians, travesties and transgender people in the mass media in the constitution of these subjects. It will discuss the historical cultural foundations of what we call homophobia (or homo-lesbo-transphobia) and its different expressions in culture and politics, and also outline the strategies and pivotal elements of this community’s political struggle (with emphasis on the legislative dimension) for rights in Brazil and in the world.]

Sábado, 27 de maio [Saturday May 27]

10h30-12h30 [10:30 a.m. to 12:30 p.m.]

10h30-12h30 [10:30 a.m. to 12:30 p.m.]
(mediação Isabella Rjeille)
[(mediated by Isabella Rjeille)]


MIGUEL A. LÓPEZ

A morte obscena. Corpos estranhos, violência política e história da arte

[The Obscene Death. Strange Bodies, Political Violence and the History of Art]

O trabalho de dissidência sexual profundamente transgressivo do Grupo Chaclacayo (Raúl Avellaneda, Helmut Psotta e Sergio Zevallos, 1982–1994) manteve-se como um episódio majoritariamente desconhecido até pouco tempo. O grupo surgiu no Peru dois anos após o início de uma sangrenta guerra entre a organização subversiva maoísta Sendero Luminoso e o Estado peruano. Durante aqueles anos, Chaclacayo abordou a violência política através de encenações homoeróticas entre o sacrifício e a necrofilia, produzindo interseções entre a decadência do militarismo, a teatralidade religiosa e uma sexualidade insubmissa. Isso também fez muitas de suas representações serem recusadas, ignoradas ou perseguidas. A presença de próteses, restos humanos ou corpos andróginos em suas imagens de destruição e aniquilação parece chamar a atenção para uma guerra diferente, além do conflito armado interno: a guerra contra os corpos homossexuais, estranhos, afeminados, doentes, deficientes e de todos aqueles que não se ajustam aos regimes do "normal".

[The profoundly transgressive work of sexual dissidence by the group Chaclacayo (Raúl Avellaneda, Helmut Psotta and Sergio Zevallos, 1982–1994) has remained a largely unknown episode until just recently. The group arose in Peru two years after the beginning of a bloody war between the Peruvian government and the subversive Maoist organization called Sendero Luminoso or Shining Path. During those years, Chaclacayo treated on the political violence through homoerotic performances situated between sacrifice and necrophilia, producing intersections between the decadence of militarism, religious theatricality, and an insubmissive sexuality. This resulted in many of their representations being rejected, ignored or persecuted. The presence of prostheses, human remains or androgynous bodies in the group’s images of destruction and annihilation appears to point toward a different war, beyond the internal armed conflict: the war against the homosexual, strange, effeminate, sick and disabled bodies, and of all those which do not adjust to the regimes of the “normal.”]

CECILIA PALMEIRO

Desbunde e felicidade: revoluções moleculares entre o Brasil e a Argentina


[Amazement and Happiness: Molecular Revolutions between Brazil and Argentina.

Essa apresentação discutirá dois projetos de pesquisa articulados e publicados como Desbunde y felicidad. De la Cartonera a Perlongher (2011) e a edição crítica da Correspondencia de Néstor Perlongher (2016). Esses projetos estudam a formação de um pensamento queer latino-americano, através de escritos e práticas políticas da diferença numa série de intercâmbios e contrabandos entre a Argentina e o Brasil desde as ditaduras até o presente.

[This talk will discuss two research projects articulated and published as Desbunde y felicidad. De la Cartonera a Perlongher (2011) and the critical edition of Correspondencia with letters by Néstor Perlongher (2016). These projects study the formation of a Latin American queer thinking, through writings and political practices of difference in a series of exchanges and smugglings between Argentina and Brazil spanning from the dictatorships to the present.]

TOM KALIN

O pornógrafo moral

[The Moral Pornographer]

Ao adotar o nome do modelo da marca de automóveis Plymouth, usado pela polícia de Nova York, o coletivo de arte ativista da AIDS Gran Fury realizou entre 1988 e 1995 projetos públicos e anônimos nas ruas com a utilização de diversos meios. Do Senado de Illinois aos jornais da Itália, o Gran Fury provocou debates e frequentemente empregou a sexualidade e o humor ousados para surpreender e desafiar o espectador. Nesta apresentação, Tom Kalin, integrante do Gran Fury, abordará a longa trajetória de diversos projetos do coletivo, incluindo Kissing Doesn’t Kill. Inspirado pela noção de “pornógrafo moral” da escritora Angela Carter (1940–1992), Kalin situará tanto o seu trabalho cinematográfico individual como os projetos ativistas e coletivos num contexto social e pessoal. Nas palavras de Carter, o objetivo de um pornógrafo moral “seria a desmistificação total da carne e a revelação subsequente, através das modulações infinitas do ato sexual, das relações reais do homem e de sua espécie”.

[Naming itself after the model of Plymouth automobile used by the New York City Police Department, the AIDS activist art collective Gran Fury made anonymous street-based public projects in a wide range of media from 1988 to 1995. Gran Fury provoked debate from the Illinois Senate to the tabloid newspapers of Italy and often employed bold humor and sexuality to surprise and challenge the viewer. Gran Fury member Tom Kalin will track the decades-long life of several provocative projects including Kissing Doesn’t Kill. Inspired by writer Angela Carter’s notion of the “moral pornographer,” Kalin will situate both his individual film work and collective activist projects within a social and personal context. In Carter’s words, the goal of such a moral pornographer “would be the total demystification of the flesh and the subsequent revelation, through the infinite modulations of the sexual act, of the real relations of man and his kind.”]

14h-16h [2 p.m. to 4 p.m.]

14h-16h [2 p.m. to 4 p.m.]
(mediação Fernando Oliva)
(mediated by Fernando Oliva)]


DJAMILA RIBEIRO

Racismo como barreira para o exercício da sexualidade

[Racism As a Barrier to the Exercise of Sexuality]

Com base no arcabouço teórico crítico trazido por feministas negras, pretende-se pensar, em linhas gerais, como a objetificação do corpo da mulher negra a impede de viver plenamente sua sexualidade. Pensar como os estereótipos criados a partir de um olhar colonizador a petrifica numa situação de "beco sem saída", no que diz respeito ao modo como é vista e, ao mesmo tempo, refletir sobre as possibilidades de transcendência a partir da afirmação de sua subjetividade.

[Based on the theoretical critical framework brought by black feminists, the aim is to consider, in general lines, how the objectification of the black woman’s body prevents her from fully living her sexuality. And, moreover, to consider how the stereotypes created based on a colonizing gaze petrifies her in a “dead-end street” in regard to the way she is seen, while simultaneously reflecting on the possibilities of transcendence through the affirmation of her subjectivity.]

JUAN VICENTE ALIAGA

Um mapa infinito. Relendo En todas partes. Políticas de la diversidad sexual en el arte (2009)

[An Infinite Map. Rereading En todas partes. Políticas de la diversidad sexual en el arte (2009)]

A exposição En todas partes. Políticas de la diversidad sexual en el arte [Em todas as partes. Políticas de diversidade sexual na arte] foi realizada no Centro Galego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela, em 2009, e surgiu num contexto político favorável na Espanha. Naquele momento, havia sido lançada, fruto das mobilizações e do ativismo dos coletivos feministas e LGBT, uma série de iniciativas legislativas progressistas, como a Lei Contra a Violência de Gênero (2004), a aprovação da Lei do Casamento Homossexual em 2005 — que incluía o direito à adoção por parte de parceiros do mesmo sexo — e a Lei de Identidade de Gênero, que possibilitava a mudança de nome e sexo dos documentos de identidade das pessoas transexuais, sem necessidade de realizar uma operação genital. No campo cultural e artístico, era necessário reconhecer que a dissidência sexual tinha já uma longa história que havia sido escondida e que, em muitas ocasiões, foi marcada por proibições e censura. Esse mapa infinito de diversidade e singularidade questionou o heterossexualismo hegemônico e atravessou a produção artística de países ocidentais e de outros lugares como Turquia, Líbano e Índia.

[The exhibition En todas partes. Políticas de la diversidad sexual en el arte (In Every Part. Politics of Sexual Diversity in Art) was held at Centro Galego de Arte Contemporânea in Santiago de Compostela, in 2009, and arose in a favorable political context in Spain. At that moment, as the result of mobilizations and activism of LGBT and feminist groups, a series of progressivist legislative initiatives had been enacted, such as the Law Against Gender Violence (2004) and the approval of the Homosexual Marriage Law in 2005 – which also granted partners of the same sex the right to adopt children – and the Gender Identity Law, which allowed transsexual people to change the gender designation on their IDs, without needing to undergo a genital operation. In the cultural and artistic field, it was necessary to recognize that sexual dissidence already had a long history that had been hidden and which, on many occasions, was marked by prohibitions and censure. This infinite map of diversity and singularity questioned the hegemonic heterosexualism and also pervaded the artistic production of other occidental countries, as well as that of other places such as Turkey, Lebanon and India.]

CHRISTIAN INGO LENZ DUNKER

A sexuação feminina nas artes plásticas no Brasil

[Female Sexuation in the Visual Arts in Brazil]

Lacan (1901-1981) acrescentou à teoria da sexualidade freudiana o conceito de sexuação, separando assim as posições de reconhecimento de semblantes, do espaço de gozo e dos lugares da fantasia. Veremos como estas três questões pontuam momentos cruciais de inscrição do feminino nas artes plásticas brasileiras, do modernismo a neovanguardas dos anos 1970 e o trabalho contemporâneo de Anna Maiolino e Shirley Paes Leme. A ambiguação da forma e a deformação da representação da mulher no modernismo brasileiro serão lidas como uma convocação à indeterminação de seu semblante, explorando o limiar entre a coisa e o humano. O confronto entre o serialismo e a construção de lugares paradoxais, tônica neoconcretista, problematiza a própria consistência do objeto, como fracasso mútuo de simbolização e de imaginarização. Finalmente, a discussão sobre a multiplicidade e o vazio, características da performance contemporânea, parece empreender uma pesquisa sobre os limites da relação entre a linguagem e o real, acentuando uma relação específica do gozo feminino com a infinitude.

[Lacan (1901–1981) augmented the theory of Freudian sexuality with his concept of sexuation, thereby separating the positions of the recognition of physiognomies from the space of sexual pleasure and from the places of fantasy. We see how these three questions have punctuated crucial moments for the inclusion of women in Brazilian visual art, from modernism to the neo-avant-garde movements of the 1970s and the contemporary work of Anna Maiolino and Shirley Paes Leme. The ambiguation of the form and the deformation of the woman in Brazilian modernism will be read as a call for the indetermination of her physiognomy, exploring the threshold between the thing and the human. The clashing between serialism and the construction of paradoxical places, an important neoconcretist theme, problematizes the object’s consistency, as a mutual failure of symbolism and imaginarization. Lastly, the discussion about multiplicity and the void, characteristics of contemporary performance, seems to be investigating the borders of the relation between language and the real, underscoring a specific relation of female sexual pleasure with infinity.]

16h30-17h30 [4:30 p.m. to 5:30 p.m.]

16h30-17h30 [4:30 p.m. to 5:30 p.m.]
Conferência (mediação Pablo León de la Barra)
[Conference (mediated by Pablo León de la Barra)]

Conferência

[Conference]

AMELIA JONES

Relações íntimas: o que torna a performance queer? O que torna o queer performativo?

[Intimate Relations: What Makes Performance Queer? What Makes Queer Performative?]

Esta apresentação baseia-se no projeto do livro Intimate Relations: What Makes Performance Queer? What Makes Queer Performative?, em que será traçada a história inter-relacionada dos termos “queer” e performativo”, assim como as noções que instruíram nosso pensamento sobre queer, performance e performativo, e performance queer desde os anos 1950. Ao examinar sua implicação mútua, a palestra examinará uma genealogia discursiva dos conceitos e abordará uma série de trabalhos que representam, pelo menos, um modo de “performance queer”, o que pode incluir os trabalhos dos artistas Asco, Ron Athey, Rocio Bolivar, Zackary Drucker, Rafa Esparza, William Pope.L e Vaginal Davis.

[This talk is based on the book project Intimate Relations: What Makes Performance Queer? What Makes Queer Performative?, where I will trace the interrelated history of the terms “queer” and "performative,” and the terms have informed our thinking about queer, about performance and the performative, and about queer performance since the 1950s. In examining their mutual implication, I look at a discursive genealogy of the concepts and address a number of works that represent at least one mode of “queer performance,” which might include work by artists Asco, Ron Athey, Rocio Bolivar, Zackary Drucker, Rafa Esparza, William Pope.L, and Vaginal Davis.]
Participantes (clique para mostrar/ocultar)
Participantes [Participants]
Amelia Jones

Professora da Roski School of Art and Design da University of Southern California. Curadora, teórica e historiadora da arte e da performance, suas publicações recentes são Seeing Differently: A History and Theory of Identification and the Visual Arts (2012), Perform Repeat Record: Live Art in History (2012), Sexuality (2014), coeditada com Adrian Heathfield, e Otherwise: Imagining Queer Feminist Art Histories (2016), coeditada com Erin Silver. Jones também editou “On Trans/Performance”, número especial da revista Performance Research (outubro de 2016). Sua exposição Material Traces: Time and the Gesture in Contemporary Art foi realizada em 2013, em Montreal.

[Professor at the Roski School of Art and Design at University of Southern California. A curator and a theorist and historian of art and performance, her recent publications include Seeing Differently: A History and Theory of Identification and the Visual Arts (2012), Perform Repeat Record: Live Art in History (2012), co-edited with Adrian Heathfield, the edited volume Sexuality (2014), and, co-edited with Erin Silver, Otherwise: Imagining Queer Feminist Art Histories (2016). She edited “On Trans/Performance,” a special issue of Performance Research (October 2016). Her exhibition Material Traces: Time and the Gesture in Contemporary Art took place in 2013 in Montreal.]

Cecilia Palmeiro

Acadêmica, escritora e ativista. Graduada em letras pela Universidad de Buenos Aires (UBA), doutora em literatura latino-americana pela Princeton Universitiy e pós-doutora em letras pela UBA/Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Publicou Desbunde y felicidad. De la Cartonera a Perlongher (Buenos Aires, 2011; Rio de Janeiro, Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Azougue, 2017), organizou Correspondencia, de Néstor Perlongher (Buenos Aires, Mansalva, 2016) e publicou o romance Cat Control (Buenos Aires, Tenemos las máquinas, 2017). Atualmente é professora do Programa de Pós-graduação em Estudos Literários Latino-Americanos, do Programa de Pós-graduação de Gênero da Universidade Nacional de Tres de Febrero e na New York University. É integrante do coletivo Ni Una Menos.

[An academician, writer and activist. She graduated in letters from the Universidad de Buenos Aires (UBA), holds a PhD in Latin American literature from Princeton University and a post-doctorate in letters from the UBA/Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. She published Desbunde y felicidad. De la Cartonera a Perlongher (Buenos Aires, 2011; Rio de Janeiro, Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Azougue, 2017), edited Correspondencia, with letters by Néstor Perlongher (Buenos Aires, Mansalva, 2016) and published the novel Cat Control (Buenos Aires, Tenemos las máquinas, 2017). She is currently a professor with the postgraduate program in Latin American Literary Studies in the Postgraduate Program of Gender of the Universidad Nacional de Tres de Febrero and at New York University. She is a member of the artists’ collective Ni Una Menos.

Christian Ingo Lenz Dunker

Psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Coordena o Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP. Publicou Estrutura e constituição da clínica psicanalítica (Annablume, prêmio Jabuti 2012), Mal-estar, sofrimento e sintoma (Boitempo, prêmio Jabuti 2015). É articulista das revistas Mente & Cérebro, Brasileiros e Blog da Boitempo.

[A psychoanalyst and professor at the Institute of Psychology of the Universidade de São Paulo (USP). He coordinates the Laboratory of Social Theory, Philosophy and Psychoanalysis of USP. He published Estrutura e constituição da clínica psicanalítica (Annablume, Jabuti prize 2012), Mal-estar, sofrimento e sintoma (Boitempo, Jabuti prize 2015). He writes articles for the magazines Mente & Cérebro, Brasileiros and Blog da Boitempo.

Djamila Ribeiro

Mestre em filosofia política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foi secretária adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo na gestão Fernando Haddad (2013–16); é colunista do site da Carta Capital e apresentadora da Temporada 2017 do programa Entrevista, do Canal Futura.

[Holds an MA in political philosophy from the Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). She served as adjunct secretary of the Secretariat of Human Rights and Citizenship of São Paulo in the administration of Fernando Haddad (2013–16); she is a columnist for the site Carta Capital and served as show host for the 2017 season of the television program Entrevista, on Canal Futura.]

Francesco Ventrella

Professor de história da arte na Faculdade de História, História da Arte e Filosofia da University of Sussex, Reino Unido. Tem interesse em intervenções queer e feministas na história da arte e historiografia. Coeditou, com Giovanna Zapperi, o livro Art and Feminism in Postwar Italy: The Legacy of Carla Lonzi (IB Tauris, 2017, no prelo). Atualmente trabalha numa monografia intitulada Connoisseurial Intimacies, em que investiga as relações entre sexualidade e estética fisiológica na escrita de arte moderna.

[Lecturer in Art History in the School of History, Art History and Philosophy at the University of Sussex (UK). Francesco is interested in queer and feminist interventions in art history and historiography. He is the co-editor, with Giovanna Zapperi, of the volume Art and Feminism in Postwar Italy: The Legacy of Carla Lonzi (IB Tauris, 2017, forthcoming) and is currently working on a monograph entitled Connoisseurial Intimacies investigating the relationship between sexuality and physiological aesthetics in modern artwriting.]

Ivo Mesquita

Pesquisador e curador independente. Foi curador-chefe (2006-12) e diretor artístico (2012-15) da Pinacoteca do Estado; professor visitante no Center for Curatorial Studies, Bard College, Nova York (1996-2007); diretor artístico do Museu de Arte Moderna, São Paulo (2000-02); curador-chefe da Bienal de São Paulo (1999-2000 e 2008), onde também trabalhou como pesquisador e curador assistente (1980-88). Como curador independente (1989-98) trabalhou e colaborou com instituições como Winnipeg Art Gallery, Canadá; Museo Reina Sofia, Madri; Museo de Arte Contemporáneo (MACBA), Fundación “la Caixa”, Barcelona; Museu de Arte de São Paulo (MASP), National Gallery of Canada, Ottawa, e Museu da Gravura de Curitiba, entre outras.

[An independent researcher and curator. He was chief curator (2006–12) and artistic director (2012–15) of the Pinacoteca do Estado; visiting professor in the Center for Curatorial Studies, Bard College, New York (1996–2007); artistic director of the Museu de Arte Moderna, São Paulo (2000–02); and chief curator of the Bienal de São Paulo (1999–2000 and 2008), where he also worked as a researcher and assistant curator (1980–88). As an independent curator (1989–98) he has worked and collaborated with institutions such as Winnipeg Art Gallery, Canada; Museo Reina Sofia, Madrid; the Museo de Arte Contemporáneo (MACBA), Fundación “la Caixa,” Barcelona; the Museu de Arte de São Paulo (MASP); the National Gallery of Canada, Ottawa; and the Museu da Gravura de Curitiba, among others.

Jean Wyllys

Graduado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, obteve o título de mestre em literatura e linguística pela mesma universidade. Trabalhou como repórter na Tribuna da Bahia e no Correio da Bahia. Em 2001, foi laureado com o prêmio Copene de Cultura e Arte pelo livro Aflitos. Atualmente é deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. Pela terceira vez consecutiva, em 2015 foi avaliado como o melhor deputado pelo Prêmio Congresso em Foco e nomeado pela revista The Economist como uma das 50 personalidades mais influentes do mundo na defesa da diversidade.

[With a degree in journalism from the Universidade Federal da Bahia, he earned his MA in literature and linguistics from the same university. He worked as a reporter at the newspapers Tribuna da Bahia and Correio da Bahia. In 2001, he was awarded the Copene de Cultura e Arte prize for the book Aflitos. He is currently a federal congressional representative for the state of Rio de Janeiro. For the third time in a row, in 2015 he was named the best Congressional representative by the Prêmio Congresso em Foco and ranked by the magazine The Economist among the 50 most influential personalities in the world in regard to the defense of diversity.]

Juan Vicente Aliaga

Professor da Faculdade de Bellas Artes da Universidad Politécnica de Valencia. Suas linhas de pesquisa se concentram no impacto dos feminismos na arte moderna e contemporânea, no estudo da contestação sexual na cultura visual e nas contribuições da perspectiva pós-colonial e decolonial nas práticas artísticas. Autor de Orden fálico. Androcentrismo y violencia de género en el arte del siglo XX (2007) e coautor de Desobediencias. Cuerpos disidentes y espacios subvertidos en el arte en América Latina y en España: 1960-2010 (2015). Foi curador das exposições Gina Pane (León, Musac, 2016); Paz Errázuriz (Madri, Fundación Mapfre, 2015); Akram Zaatari (México, MUAC, 2012), Claude Cahun (Paris, Jeu de Paume, 2011), entre outras.

[A professor at the College of Fine Arts of the Universidad Politécnica de Valencia. His lines of research are concentrated on the impact of the feminisms on modern and contemporary art, and on the contributions of the postcolonial and the colonial perspective on the artistic practices. His is the author of Orden fálico. Androcentrismo y violencia de género en el arte del siglo XX (2007) and co-author of Desobediencias. Cuerpos disidentes y espacios subvertidos en el arte en América Latina y en España: 1960–2010 (2015). He served as curator of the exhibitions Gina Pane (León, Musac, 2016); Paz Errázuriz (Madri, Fundación Mapfre, 2015); Akram Zaatari (Mexico, MUAC, 2012); Claude Cahun (Paris, Jeu de Paume, 2011), and others.]

Julia Bryan-Wilson

Professora associada de arte moderna e contemporânea na University of California, Berkeley. Autora de Art Workers: Radical Practice in the Vietnam War Era (2009); Art in the Making: Artists and Their Materials from the Studio to Crowdsourcing (com Glenn Adamson, 2016); e Fray: Art and Textile Politics (no prelo, 2017). Com Andrea Andersson, realizou a curadoria da exposição Cecilia Vicuña: About the Happen, inaugurada em março de 2017 no Contemporary Arts Center New Orleans, com itinerâncias em Berkeley, Seattle e Filadélfia.

[Associate professor of modern and contemporary art at the University of California, Berkeley. She is the author of Art Workers: Radical Practice in the Vietnam War Era (2009); Art in the Making: Artists and Their Materials from the Studio to Crowdsourcing (with Glenn Adamson, 2016); and Fray: Art and Textile Politics, which is due out in 2017. With Andrea Andersson, she co-curated the exhibit Cecilia Vicuña: About the Happen, which opened in March 2017 at the Contemporary Arts Center New Orleans and will travel to Berkeley, Seattle, and Philadelphia.]

Miguel A. López

Escritor, pesquisador e curador-chefe do espaço TEOR/éTica, Costa Rica. Publicou ensaios em jornais como Afterall, Manifesta Journal, E-flux Journal, entre outros. Realizou recentemente a curadoria das exposições Teresa Burga. Structures of Air (com Agustín Pérez Rubio), no Malba, Buenos Aires (2015) e o projeto Deus é bicha, na 31ª Bienal de São Paulo (2014). Suas publicações recentes incluem o Caderno Sesc_Videobrasil 11: alianças de corpos vulneráveis (2016); A Wandering Body. Sergio Zevallos in the Grupo Chaclacayo, 1982-1994 (2014) e Giuseppe Campuzano. Saturday Night Thriller y otros escritos 1998-2013 (2013), uma coleção de textos do filósofo e drag queen Giuseppe Campuzano.

[Writer, researcher and chief curator of TEOR/éTica in Costa Rica. He has published in periodicals such as Afterall, Manifesta Journal, E-flux Journal, among others. He has recently curated Teresa Burga. Structures of Air (with Agustín Pérez Rubio) at the MALBA, Buenos Aires (2015) and the section God is Queer for the 31st Bienal de São Paulo (2014). Recent publications include Caderno Sesc_Videobrasil 11: Alianças de Corpos Vulneráveis (2016); A Wandering Body. Sergio Zevallos in the Grupo Chaclacayo, 1982–1994 (2014); and Giuseppe Campuzano. Saturday Night Thriller y otros escritos 1998–2013 (2013), a collection of writings by philosopher and drag queen Giuseppe Campuzano.]

Richard Miskolci

Professor associado de sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Pesquisador do CNPq. Coordenador do Quereres – Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade, investigador associado ao Núcleo de Estudos de Gênero Pagu – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador-adjunto da área de sociologia na Capes. É autor, entre outros, de O desejo da nação: masculinidade e branquitude no Brasil de fins do XIX (2012) e de Desejos digitais: uma análise sociológica da busca de parceiros online (no prelo).

[An associate professor of sociology at the Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) and a CNPq researcher. The coordinator of Quereres – Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade, an investigator associated with the Pagu Center for Gender Studies – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) and adjunct coordinator of the area of sociology at Capes. He has authored various books, including O desejo da nação: masculinidade e branquitude no Brasil de fins do XIX (2012) and Desejos digitais: uma análise sociológica da busca de parceiros online (in press).]

Tom Kalin

Professor de cinema na Escola de Artes da Universidade de Columbia. Seu trabalho transita por diversos formatos e gêneros, das instalações a recursos narrativos e ativismo. Seu filme Swoon (1992) foi premiado em Berlim, Estocolmo e no Festival Sundance de Cinema. Savage Grace (2007, Pecados inocentes, no Brasil) foi premiado em Cannes, exibido mundialmente e entrou na lista dos dez melhores filmes do ano da Artforum e do The LA Times. Como produtor, seu trabalho inclui os filmes I Shot Andy Warhol (1996) e Go Fish (1994). Foi roteirista de Office Killer (1997), dirigido por Cindy Sherman. Membro fundador do coletivo Gran Fury, com o qual participou da Bienal de Veneza em 1990.

[Professor of film, School of the Arts, Columbia University. His work traverses diverse forms and genres, from installations to narrative features to activism. His film Swoon (1992) was awarded prizes in Berlin, Stockholm and Sundance. Savage Grace (2007) premiered in Cannes, screened worldwide and was ranked in the “top ten” by Artforum and The LA Times. As a producer, his features include I Shot Andy Warhol (1996) and Go Fish (1994). He was a writer of Cindy Sherman’s Office Killer (1997). Kalin was a founding member of Gran Fury, which exhibited in the Venice Biennale in 1990.]

Xabier Arakistain

Curador independente. Desde sua primeira exposição, Trans Sexual Express (1999), incorporou o sexo como critério curatorial. Entre as exposições que realizou, destacam-se as retrospectivas dedicadas a Judy Chicago (2015) e Guerrilla Girls (2016-17), assim como as mostras coletivas Kiss Kiss Bang Bang: 86 pasos en 45 años de Arte y Feminismo (2007) e Kick in the Eye. Ocho estrategias feministas para interrumpir la mirada masculina (2011-12). Entre 2007 e 2011 dirigiu o Centro Cultural Montehermoso Kulturunea, quando a instituição foi pioneira no desenvolvimento e na aplicação de políticas de igualdade entre os sexos nos âmbitos da arte, cultura e pensamento contemporâneos.

[An independent curator. Since his first exhibition, Trans Sexual Express (1999), he has incorporated sex as a curatorial criterion. The exhibitions he has held most notably include the retrospectives dedicated to Judy Chicago (2015) and Guerrilla Girls (2016–17), as well as the group shows Kiss Kiss Bang Bang: 86 pasos en 45 años de Arte y Feminismo (2007) and Kick in the Eye. Ocho estrategias feministas para interrumpir la mirada masculina (2011–12). From 2007 to 2011 he directed the Centro Cultural Montehermoso Kulturunea, when the institution was a pioneer in the development and application of policies of equality among the sexes in the ambits of contemporary art, culture and thought.]
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